Sábado, 17 de Maio de 2008

Fotos da Jam Session








Quem não compareceu à Jam Session, organizada pela HQ Mix Livraria para a Virada Cultural, perdeu um evento memorável.
Além de uma HQ fantástica que foi produzida entre 10h00 de sexta e 22h00 de domingo, houve também um clima de festa e camaradagem que contagiou todos os envolvidos.
Algo para se repetir no futuro.

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Sábado, 19 de Abril de 2008

Jam Session de HQ na Virada Cultural


DIAS 25/26/27
ABRIL
SEXTA / SÁBADO / DOMINGO
DAS 12:00 DA SEXTA ATÉ 18:00 DO DOMINGO
(SEM PARAR)
JAM SESSION HQMIX
DURANTE A "VIRADA CULTURAL"*
60 ARTISTAS, NO PERÍODO DE 60 HORAS, ESTARÃO FAZENDO UMA ÚNICA HISTÓRIA EM QUADRINHOS.
ONDE UM TERMINA OUTRO COMEÇA.


DESENHISTAS PARTICIPANTES:
AIRON
BETO UECHI
BIRA
CADINHO
CAMILO RIANI
CLAUDIO
DANIEL ESTEVES
DANIEL GISÉ
DINO ALVES
EDGAR FRANCO
EDU MENDES
FÁBIO MOON
FABIO SORBINI
FAUSTO
FIDO NESTI
FLOREAL
GABRIEL BÁ
GAU
GAZY ANDRAUS
GEPP
GIL MENDES
GIL TOKIO
GUSTAVO DUARTE
GUTO LACAZ
HARRIOT
JINNIE ANNE PAK
JOZZ
JÚLIO BRILHA
JUNIOR LOPES
KITAGAWA
KO MING
LAERTE
LAUDO
LEANDRO ROBLES
LEONARDO PASCOAL
LUIGI COLAFIGLI
MACHADO
MARCELO ALENCAR
MARCELO D’SALETTE
MARCO CARILLO
MARCOS GARUTI
MARCOS VENCESLAU
MARIO CAU
MARIO NAPPO
MAURICIO BRANCALION
ORLANDO PEDROSO
PAULO BATISTA
RAFAEL COUTINHO
ROBERVAL
RODRIGO TAGUCHI
RUY JOBIM
SALVADOR
SANDRO CASTELLI
SIDNEI SAKIYOSHI
SILVIO AYALA
TIAGO JUDAS
VERDE
VILACHÃ
WILL
ZALLA
ZÉLIO

*A Virada Cultural é um evento inspirado nas noites brancas européias, em que museus de cidades como Roma, Bruxelas, Madri e Paris permanecem abertos por toda a madrugada. Em São Paulo, a idéia de espalhar cultura pela metrópole durante 24 horas ininterruptas ganhou ares de uma grande festa e vem ocupando cada vez mais espaço na capital.

HQMIX LIVRARIA
PRAÇA ROOSEVELT Nº 142
Centro - São Paulo - SP
TEL (11) 3258 7740

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Domingo, 6 de Abril de 2008

Oficinas de HQ nas bibliotecas de São Paulo

Projeto “FanZines nas Zonas de Sampa” - 2008
Oficinas de Histórias em Quadrinhos


“FanZines nas Zonas de Sampa” é um projeto da Coordenadoria do Sistema Municipal de Bibliotecas iniciado em 2006, que consiste na realização de oficinas onde são ensinadas as técnicas utilizadas para se fazer Histórias em Quadrinhos, e tem como objetivo levar ao público uma linguagem que desenvolve e estimula a criatividade para o desenho, para a escrita e para a leitura.

Em seu terceiro ano o projeto desenvolverá oficinas que acontecerão em duas etapas: sendo a primeira, de abril a junho, para conhecimento das técnicas de criação e desenvolvimento de personagem, história e roteiro, e a segunda, de agosto a setembro, para orientação na elaboração e produção de um fanzine abordando temáticas diversas: música, teatro, cinema, literatura, cultura popular, cidadania (ECA e Direitos Humanos), e outros assuntos que sejam de interesse dos participantes.

Em setembro haverá o 2º Encontro FanZines nas Zonas de Sampa, com atividades e convidados especiais, a exposição e distribuição dos fanzines produzidos nas oficinas. Será um momento de trocas das experiências entre os presentes.

Este ano são dez (10) bibliotecas participantes

Biblioteca Érico Veríssimo – Rua Diógenes Dourado, 101 – Parada de Taipas – fone: 3972-0450 – zona norte
Faixa etária: a partir de 10 anos
Início em 18/04 até 20/06 e retorno em 01/08 a 26/09 (todas as sextas) das 13h30 às 16h30 – ministradas por Rodrigo Bueno

Biblioteca Gilberto Freyre – Rua José Joaquim, 290 – Sapopemba – fone: 6103-1811 – zona leste
Faixa etária: a partir de 10 anos
Início em 16/04 até 18/06 e retorno em 06/08 até 24/09 (todas as quartas) das 09h às 12h – ministradas por Edu Mendes

Biblioteca José Paulo Paes – Rua Largo do Rosário, 20 – Penha – fone: 2295-9624 – zona leste
Faixa etária: a partir de 10 anos
Início em 17/04 até 19/06 e retornam em 07/08 até 25/09 (todas as quintas) das 13h30 às 16h30 – ministradas por Jozz

Biblioteca Lenyra Fraccaroli – Praça Haroldo Daltro, 451 – Vila Nova Manchester – fone: 2295-2295 – zona leste
Faixa etária: a partir de 07 anos
Início em 15/04 até 17/06 e retorno em 05/08 até 23/09 (todas as terças) das 13h30 às 16h30– ministradas por Ezê

Biblioteca Narbal Fontes – Av. Cons. Moreira de Barros, 170- Santana – fone: 6973-4461 – zona norte
Faixa etária: a partir de 10 anos
Início em 18/04 até 20/06 e retorno em 01/08 a 26/09 (todas as sextas) das 09h às 12h – ministradas por Edu Mendes

Biblioteca Paulo Duarte – Rua Arsênio Tavolieri, 45 – Jabaquara – fone: 5011-8819-5011-7445
Faixa etária: a partir de 07 anos
Início em 17/04 até 19/06 e retornam em 07/08 até 25/09 (todas as quintas) das 13h30 às 16h30 – ministradas por Ezê

Biblioteca Paulo Setúbal – Av. Renata, 163- Vila Formosa – fone: 6211-1508/6211-1507 – zona leste
Faixa etária: a partir de 10 anos
Início em 15/04 até 17/06 e retorno em 05/08 até 23/09 (todas as terças) das 13h30 às 16h30 – ministradas por Edson Pelicer

Biblioteca Rubens Borba de Moraes – Rua Sampei Sato, 440 – fone: 6943-5255 – zona leste
Faixa etária: a partir de 12 anos
Início em 17/04 até 19/06 e retornam em 07/08 até 25/09 (todas as quintas) das 09h às 12h – ministradas por Weberson Santiago

Biblioteca Sylvia Orthof – Av. Tucuruvi, 808 – Tucuruvi – fone: 2981-6264 – zona norte
Faixa etária: a partir de 10 anos
Início em 19/04 até 21/06 e retorno em 02/08 até 27/09 (todos os sábados) das 09h às 12h – ministradas por Edson Pelicer

Biblioteca Vicente Paulo Guimarães – Rua Jaguar, 225 – Vila Curuçá – fone: 6135-5322 – zona leste
Faixa etária: a partir de 10 anos
Início em 19/04 até 21/06 e retorno em 02/08 até 27/09 (todos os sábados) das 13h às 16h – ministradas por Fábio Santos


Público alvo: apreciadores de histórias em quadrinhos

Vagas: 25 em cada oficina

Inscrições: Os interessados devem procurar uma das bibliotecas citadas e preencher uma ficha, anotando seus dados (nome, endereço, idade, escolaridade, telefone e email) e deixar um desenho de sua autoria. Caso o número de inscritos ultrapasse o número de vagas, os candidatos serão selecionados pelo desenho.

Material necessário: lápis preto, caneta preta e borracha.

Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Nobu Chinen fala sobre Hqs de Terror

No próximo dia 30/03 acontecerá na biblioteca Monteiro Lobato, em São Paulo/SP o II Encontro Mistério & Horror RPG.

Durante o evento acontecerá a palestra "Os Quadrinhos de Terror" de Nobu Chinen.
A palestra abordará a explosão do gênero nos Estados Unidos e o apogeu da EC Comics.A campanha contra os quadrinhos de terror, o papel do Dr. Fredric Wertham e o Comics Code. Quadrinhos de Terror no Brasil. A evolução de personagens: Vampirella, Monstro do Pântano, Constantine e Sandman. A revista Kripta e a nova onda do terror nacional: Spektro, Calafrio e Mestres do Terror. O quadrinho de terror italiano Dylan Dog e companhia. Mangá de terror.

Nobu Chinen é publicitário e professor de Comunicação. Pesquisador de Histórias-em-Quadrinhos e membro do Observatório de Histórias-em-Quadrinhos da ECA-USP, além de co-autor de livros sobre quadrinhos e colaborador do site UniversoHQ.

Palestra: Os quadrinhos de Terror

Data: Domingo, 30 de março de 2008.

Horário: 16h30m

Local: Biblioteca Monteiro Lobato, Rua General Jardim, 485, Vila Buarque - São Paulo – SP

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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

139 anos de Quadrinhos Brasileiros

Em 30 de janeiro de 1869, Angelo Agostini publicou "Nhô-Quim ou impressões de uma viagem à corte", a primeira série em quadrinhos brasileira.

HQ: Gutei e o dedo

Por Edu Mendes


Creative Commons License
Esta HQ está licenciada sob
uma Licença Creative Commons.

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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

Manifesto Quartomundista



Antes de tudo, quero avisar para não se preocuparem que vocês não lerão aqui nada parecido com “quadrinistas do mundo todo, uni-vos”. O título é só pra chamar a atenção. =)
A questão central é que definir exatamente o que é o Quarto Mundo é difícil inclusive para nós, tanto que se torna mais fácil definí-lo pelo o que ele não é: o Quarto Mundo não é uma editora, não é uma cooperativa, não é um selo de quadrinhos e não é uma distribuidora. Esse manifesto se propõe então a definir o mais precisamente possível qual é a idéia por trás do Quarto Mundo, tanto para o público leitor quanto para os quadrinistas que integram o coletivo, ou que virão a integrá-lo.
Pois bem, o Quarto Mundo é uma tentativa, um tanto quanto megalomaníaca, de viabilizar o surgimento de um mercado de quadrinhos nacional forte, estável, e acima de tudo, contínuo. Como a produção de quadrinhos brasileira hoje em dia é essencialmente feita de forma independente, nada mais óbvio então do que juntar forças entre esses diversos produtores independentes pra viabilizar a criação desse mercado.
Em qualquer mercado de quadrinhos no mundo (e não só o de quadrinhos, mas qualquer mercado cultural) existe uma sinergia entre o chamado mercado alternativo-underground e o mercado principal-mainstream. Um se alimenta do outro da seguinte maneira. No mercado alternativo é onde em geral acontece as experimentações, e por conseguinte, as evoluções da técnica e da linguagem artística. O mercado mainstrem por sua vez populariza essas inovações artísticas, renovando o mercado como um todo, elevando ele para um outro nível de qualidade até se estabilizar e se acomodar, provocando desta maneira uma nova série de experimentações no mercado alternativo. Assim sendo, o mercado alternativo de hoje tende a se transformar no mercado mainstream de amanhã que por sua vez forçará a criação de um novo mercado alternativo. Esse ciclo é extremamente benéfico e vitalizante para o mercado como um todo, pois é justamente o que o mantém sempre forte e contínuo.
No Brasil, no entanto, temos um caso suigeneris. Não podemos dizer que temos de fato um mercado de quadrinhos nacional pois justamente não temos esse ciclo de desenvolvimento entre o mercado alternativo e o mainstream. O resultado disso é que os poucos títulos mainstream publicados que obtiveram sucesso não prosseguiram em suas ações pois não existia um mercado alternativo forte que pudesse alimentá-los, seja com inovações técnicas e artísticas, ou principalmente, com novos quadrinistas que dariam prosseguimento a esse trabalho. Assim, o ciclo é quebrado, e sempre que uma nova investida é dada por alguém no mercado mainstream, a roda precisa ser inventada de novo, pois se perdeu o que se havia feito.
A conclusão a que podemos chegar com o que foi exposto até agora é que antes de pensar num mercado de quadrinhos nacional mainstream que seja forte e estável, é preciso construir um mercado alternativo que servirá como base de sustentação a esse mercado mainstream. E é aqui que entra o Quarto Mundo, pois como já foi dito, a nossa produção atual de quadrinhos é essencialmente independente, então o nosso coletivo se propõe a dar base de sustentação a essa produção para que futuramente algumas dessas revistas em quadrinhos (e os quadrinistas que as editam) possam, por suas vez, servir de base de sustentação para um possível mercado mainstream.
Para cumprir esse objetivo, o quarto mundo está apoiado em três pilares teóricos e práticos.
O primeiro deles refere-se ao próprio funcionamento do mercado cultural hoje em dia, que está apoiado na teoria econômica da Cauda Longa. O termo Cauda Longa foi criado em 2004 por , editor-chefe da revista Wired, e se popularizou através de um livro que ele escreveu intitulado The Long Tail. Em seu livro, Anderson analisa as alterações no mercado econômico, sobretudo na indústria cultural, em que ocorre um fenômeno de migração da cultura de massa para a cultura de nichos devido a convergência digital e da Internet, o que implica em um novo padrão de comportamento por parte dos consumidores.
O primeiro ramo da indústria cultural a sentir o impacto da Cauda Longa foi o da música, mas ela já está afetando em maior ou menor grau outros segmentos, como os quadrinhos. Dentro do escopo dessa nova economia, fenômenos de venda como os do Jim Lee ou a (para citarmos um exemplo nacional) dificilmente voltarão a acontecer. Cada vez mais deixaremos de ter esses grandes “hits” de vendas assim como teremos uma queda nas tiragens, ao mesmo tempo em que haverá um crescimento no número de títulos. Dentro da Cauda Longa, o custo de manutenção de um produto muito procurado é igual ao custo de manutenção de um produto procurado apenas por um número mínimo de consumidores, então nichos que antes eram ignorados pelas editoras passam agora a ter grande valor econômico.
Então o que mais interessa para o Quarto Mundo na Cauda Longa é que em um mercado de nicho, como é o caso dos quadrinhos independentes, o que importa não é a quantidade, mas a variedade. Ou seja, mais vale termos 100 revistas com tiragem de mil exemplares do que uma única revista com tiragem de 100 mil. O lucro que você obtém vendendo um exemplar de cada uma dessas 100 revistas é o mesmo que você teria vendendo 100 exemplares de uma única revista, mas as chances de você vender um exemplar de cada uma são maiores do que você vender 100 de uma, principalmente porque você pode vender diferentes revistas para uma única pessoa, mas não pode vender a mesma revista várias vezes para essa mesma pessoa (a não ser que ela tenha um sério problema de memória). Sem contar que com uma ampla variedade de títulos, as chances de o leitor se interessar por pelo menos um deles são bem maiores. Enfim, como as tiragens de nossas revistas são pequenas não há como ganharmos na economia de escala, mas através do coletivo e aplicando o modelo da Cauda Longa podemos potencializar os nossos ganhos com a economia de escopo.
E aí que está a importância das trocas de revistas promovidas pelos integrantes do Quarto Mundo entre si. Não apenas pelo fato de essas trocas viabilizarem a distribuição de nossas revistas por diversas regiões do país, mas também porque você terá um opção maior de títulos para oferecer aos leitores de sua própria região. É como se cada quadrinistas fosse uma editora com um amplo e variado catálogo de títulos. Como as trocas são feitas por valores iguais, o dinheiro que você vendeu da revista de outro quadrinista ficam para você. Assim, ganha você, que obtém um lucro maior pra reinvestir em sua própria revista. Ganha o quadrinista que teve a revista vendida por você, que ganhará um novo leitor de seu título e que eventualmente poderá difundir sua revista para outros possíveis leitores. E ganha o leitor, que descobriu uma opção a mais de leitura fora do universo das livrarias e bancas de jornais.
O segundo pilar no qual o quarto mundo está assentado é o que se convencionou chamar de . foi um autor de ficção científica que em resposta a um crítico literário que falou que a maioria das coisas que eram produzidas de sci-fi eram medíocres, disse que ele estava certo, 90% da produção em sci-fi é de fato medíocre, mas isso porque 90% do que é produzido em toda literatura também é.
Essa lei dos 90% de produção medíocre para os 10% de produção genial, apesar de se tratar de um pensamento hiperbólico, pode ser aplicada a qualquer mercado cultural, o que inclui os quadrinhos. Em geral, o que chega ao Brasil é apenas a nata da produção mundial, então não percebemos a quantidade de títulos medíocres que todo e qualquer mercado de quadrinhos possuí, seja o o norte-americano, o europeu, o japonês, etc. E não seria diferente com um possível mercado de quadrinhos brasileiro.
O problema é que o leitor brasileiro também só percebe a nata da produção mundial, e quando olha para as tentativas de produções brasileiras querem que essas produções já tenham logo de cara a genialidade que encontram nessas produções mundiais. Mas essas produções só chegaram a essa genialidade porque foram forçadas a superar os 90% de seu próprio mercado. É quase que um darwinismo aplicado aos quadrinhos.
Sendo assim, para termos uma boa quantidade de títulos brasileiros nos 10%, será preciso antes que tenhamos uma quantidade maior ainda de títulos nos 90%. Por isso que quanto mais quadrinistas se aventurarem a publicar de forma independente, melhor. Quanto mais gente publicando tivermos, mais acirrado será a “competição” entre eles, forçando o nível de qualidade de todo mundo a aumentar se quiser não ser deixado pra trás. Não devemos ser ingênuos, muitas das revistas publicadas atualmente não conseguirão sobreviver (o que não impede seus editores de tentarem de novo, com outras propostas e abordagem), mas as que sobreviverem, terão um nível de qualidade tão alto, que serão capazes de disputar frente à frente com os títulos gringos, quiçá, no próprio mercado deles.
Mas para que isso aconteça é preciso antes de tudo que a revista encontre seu leitor. Muitas revistas em quadrinhos morrem prematuramente não porque são tecnicamente ou artisticamente ruins, mas porque não conseguem chegar ao mínimo de leitores que poderiam atingir para sobreviverem. Uma das atuações do Quarto Mundo é justamente em não deixar que uma revista em quadrinhos independente morra por “infanticídio”. É preciso fazer como que ela encontre o seu público mínimo para poder ter tempo de crescer, amadurecer e assim se tornar competitiva se quiser futuramente atingir o seu potencial máximo de leitores.
De nada adianta, pro exemplo, tentar vender uma revista em quadrinhos de humor junkie para um público de super-heróis, assim como será inútil tentar vender uma revista de super-heróis para um público que curte humor junkie. Uma revista em quadrinhos só ganhará maturidade se tiver o feedback de seu próprio público leitor. A atuação do Quarto Mundo se dá então em ajudar a encontrar os modos e os canais de venda corretos para cada tipo de revista, onde ela possa encontrar o seu devido público leitor. Assim sendo, se uma revista conseguir chegar aos seus leitores corretos, e mesmo assim não tiver uma boa aceitação, saberemos de fato que é porque tal revista não possuí qualidades técnicas e artísticas suficientes para sobreviver dentro de sua própria proposta editorial, e não porque foi morta prematuramente sem sequer atingir seus potenciais leitores.
Por fim, o terceiro e último pilar do Quarto Mundo refere-se a própria organização do coletivo com base em um modelo em que não existem hierarquias e nem mesmo um comando central, estimulando deste modo uma colaboração livre e aberta entre seus integrantes. Esse modelo de organização baseado na colaboração mútua é chamada na nova economia de , ou simplesmente peering. As primeiras aplicações de peering se deram no campo da tecnologia, em especial, na de softwares de código-aberto, como é o caso do sistema operacional , mas hoje em dia esse tipo de organização já se espalhou para outros setores da economia. E a tendência é que cada vez mais se abandone as organizações hierárquicas e se passe a adotar uma organização horizontal.
Então dentro desse modelo de organização, cada quadrinistas no Quarto Mundo é como se fosse uma célula de um organismo maior, que é o próprio coletivo. Como uma célula, cada um sabe a sua função para manter esse organismo vivo. Algumas células podem ter maiores atribuições do que outras, mas não há relação de superioridade ou inferioridade entre elas.
Uma organização desse tipo só funciona quando há uma forte relação de confiança entre seus membros. Todo quadrinistas que está no Quarto Mundo, o está porque foi convidado por alguém que confia nele. O Quarto Mundo só funciona por causa dessa rede de confiança, que não pode ser quebrada de forma alguma, senão toda a organização poderá ruir.
A metáfora da falange é talvez o melhor modo pra explicar a dinâmica do Quarto Mundo. Na falange, o escudo de um soldado não é utilizado para proteger a si mesmo, mas sim para proteger ao homem que está lutando ao seu lado, que por sua vez usará o seu escudo pra proteger o próximo, e assim por diante. Você só é capaz de proteger o homem ao seu lado, porque tem plena confiança de que um outro homem também o está protegendo. Essa confiança nunca pode ser quebrada se a falange quiser manter-se de pé e lutando. E assim deve ser também no Quarto Mundo.
Então para concluir, é com base nesses três pilares apresentados que o Quarto Mundo se propõe a ajudar os quadrinistas independentes a publicarem, distribuírem, divulgarem e venderem as suas revistas. Para assim quem sabe um dia possamos ter de fato um mercado de quadrinhos nacional grande e forte, e não apenas uma “quitanda”. Se vamos conseguir atingir esse objetivo, não sabemos. Mas ninguém poderá dizer que ficamos de braços cruzados e nem ao menos tentamos.

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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008

24º Prêmio Angelo Agostini

Premiados:
Melhor Desenhista de 2007: Laudo Ferreira Junior
Melhor Roteirista de 2007: Anita Costa Prado
Melhor Cartunista de 2007: Marcio Baraldi
Melhor Lançamento de 2007: Menino Caranguejo (Splinter Comics)
Melhor Fanzine de 2007: Justiça Eterna (Sergio Chaves)
Troféu Jayme Cortez: Eloyr Pacheco
Mestres do Quadrinho Nacional: Aníbal Barros Cassal, Antônio Luiz Cagnin, Diamantino da Silva, Fernando Dias da Silva, Ofeliano de Almeida e Salatiel de Holanda


Data: 16 de fevereiro (sábado)
Local: Senac Lapa Faustolo (Rua Faustolo, 1.347 – Lapa

13h00 - Exibição do desenho Piconzé (1972) de Yppe Nakashima
14h20 - Palestra com Itsuo Nakashima
15h00 - Palestra Da Literatura aos Quadrinhos com Bira Dantas, Laudo Ferreira e Marcatti
16h00 - Apresentação de Lançamentos de Revistas de Autores Nacionais
16h30 - Entrega dos Prêmios Angelo Agostini no 24º Dia do Quadrinho Nacional

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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008

Lojas Virtuais: BODEGA

O que é a BODEGA ?

A BODEGA é uma loja virtual de quadrinhos independentes. Nela, você vai poder encontrar diversos títulos de quadrinhos independentes brasileiros e vai poder colocar o seu título à venda, alcançando assim, um número maior de leitores.

Na BODEGA você vai poder encontrar títulos como: AVENIDA, BRADO RETUMBANTE, CRÂNIO, DEFENSORES DA PÁTRIA, ENCANTARIAS, GARAGEM HERMÉTICA, HERÓIS BRAZUCAS, HOMEM GRILO, LEÃO NEGRO, MÁSCARA NOTURNA, METEORO, O GAÚCHO, PRISMARTE, QUADRINHÓPOLE, RAIO NEGRO, TURMA DO XAXADO, VELTA e muitos outros.

São títulos nos mais variados temas como AVENTURA, CLÁSSICOS, FICÇÃO, FOLCLORE, HISTÓRICOS, INFANTIL, POLICIAL, SEXO, SUPER-HERÓIS, TERROR, WESTERN e outros.

Já são quase 100 títulos a sua disposição. E, toda semana, temos novidades.

O endereço da BODEGA é :
http://www.leonardosantana.com.br/loja/ProdutosLoja.aspx

Caso queira saber como colocar o seu título em nossa loja, mande um e-mail para:
Lsantanabr2000@yahoo.com.br


Caso não queira mais receber as novidades do nosso site e projetos, envie um e-mail para lsantanabr2000@yahoo.com.br solicitando o seu descadastramento de nossa mala direta.

Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007

Maratona Devir

Durante a próxima Maratona HQ da Devir a Garagem Hermética estará representada por seus sócios Cadu Simões, Edu Mendes e Nobu Chinen em algumas das atividades realizadas. Confira a programação completa e não deixe de comprar a Garagem Hermética na banca independente presente no evento.






Dia 30/11 (Sexta-feira)

19 h – MESAS DE RPG – abertas e para principiantes!

22 h – LIVE ACTION – VAMPIRO: O REQUIÉM!
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Dia 01/12 (Sábado)
10h – Começa a Jam-Session de quadrinhos com a participação do público e profissionais! Coordenação de Will, Cadu Simões, Edu Mendes, Marcos Venceslau, Sergio Chaves, Alex Mir, Daniel Esteves, Leonardo Pascoal e Gil Tokio.

11h – Palestra - "COMO PRODUZIR ILUSTRAÇÕES", da Impacto Quadrinhos.
(Faça sua Pré-inscrição)

11h-12h - Análise de Portifólios - com a escola Impacto Quadrinhos.

14h – Oficina de Mangá - com Área E - Escola de Mangá! (Faça sua Pré-inscrição)



15h – GINCANA HQ - O professor e especialista em quadrinhos Waldomiro Vergueiro é o apresentador de uma gincana onde Super-Nerds poderão pôr à prova seus conhecimentos sobre o mundo dos quadrinhos e ganhar dezenas de prêmios! (Faça sua Pré-inscrição)

16h – Oficina de Fanzines - "APRENDA AS DIVERSAS MANEIRAS DE MONTAR SEU FANZINE”, com Marcos Venceslau! (Faça sua Pré-inscrição)



17h – Roteiro de HQs - com Daniel Esteves. (Faça sua Pré-inscrição)

18h – O jornalista Paulo Ramos é o mediador no debate: “A EVOLUÇÃO E ATUAL SITUAÇÃO DOS QUADRINHOS INDEPENDENTES”, com Cadu Simões, Marcos Venceslau, Daniel Esteves, Sérgio Chaves e Gil Tokio. (Faça sua Pré-inscrição)

19h – Oficina de Tirinhas: "A ARTE DA GUERRA PARA QUADRINISTAS FRUSTRADOS”, com Leonardo Pascoal
(Faça sua Pré-inscrição)

20h – Bate-papo – “O ANO DE 2007 PELO OLHAR DOS JORNALISTAS DE QUADRINHOS!”
Com Paulo Ramos e Sidney Gusman! (Faça sua Pré-inscrição)

21h – DUELO DE SKETCHES: com Ivan Reis, Renato Guedes e Luke Ross – darão autógrafos e fazem uma batalha de sketches!

22h – Lourenço Mutarelli, o Teatro de Sombras e os quadrinhos em cena!
O autor de O Cheiro do Ralo, conta mais sobre o seu novo livro “O Teatro de Sombras”!
(Faça sua Pré-inscrição)

00h – Começa o Café da Manhã para Insones famintos até às 06h



00h – Bate-papo: "SEXO, DROGAS E ROCK 'N’ ROLL NAS HQS INDEPENDENTES", com o pesquisador Nobu Chinen (Faça sua Pré-inscrição)

01h – Palestra - “O QUE É O QUARTO MUNDO?” com Will, Cadu Simões, Edu Mendes, Leonardo Pascoal, Alex Mir (Faça sua Pré-inscrição)

02h – Bate-papo - “O PAPEL DA INTERNET NA PRODUÇÃO INDEPENDENTE”
com Leonardo Pascoal, Harriot Jr., Cadu Simões, Will (Faça sua Pré-inscrição)


03h – COMICS POKER – Aquela meia-dúzia que se recusa a ir para casa, tem a oportunidade de aprender a jogar pôquer usando quadrinhos importados como fichas! (não, você não precisa trazer as suas HQ’s de casa, a Devir banca as suas apostas iniciais, dando aos participantes uma centena de quadrinhos)
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Dia 02/12 (Domingo)



12h – Oficina de Mangás, com Área E - Escola de Mangá! (Faça sua Pré-inscrição)

13h – Análise de Portifólios com a escola Impacto Quadrinhos.



14h – Oficina de Mangás, com Área E - Escola de Mangá! (Faça sua Pré-inscrição)

15h – Gincana de HQ’s

16h – Bate-papo - “DISTRIBUIÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE PUBLICAÇÕES INDEPENDENTES”com Marcos Venceslau, Leonardo Pascoal.(Faça sua Pré-inscrição)
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LOCAL: Salão de Eventos Devir - R. Teodureto Souto, 624 - Cambuci
INSCRIÇÕES ATÉ 29/11- ATRAVÉS DO TEL: (11) 2127-8787

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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007

Conversa de Menina

Este é o primeiro texto do que, eu espero, venha a ser uma coluna semanal. Uma coluna despretensiosa, escrita por uma moça que é, na verdade, uma neófita dos quadrinhos e que está deslumbrada com toda a jornada que tem feito desde que se meteu com esses loucos! Para quem não me conhece, eu sou a Roberta, editora do Garagem Hermética. Sim, uma menina editando quadrinhos, eu sei, parece mentira! Ou pelo menos é isso que eu ouço quase sempre.

Muito se fala (na verdade, os meninos falam muito) da ausência de mulheres nesse meio. Eu mesma só fui resgatar o meu interesse pela nona arte há pouco. Por isso mesmo, acho que entendo um pouco das razões que fazem com que as mulheres, no geral, não se interessem por quadrinhos. Sendo assim, no melhor estilho high fidelity, achei que não haveria forma melhor de iniciar uma coluna que pretende conversar com pessoas não tão entendidas assim no assunto e que muitas vezes se assustam com o purismo dos nossos companheiros de sofrimento do que fazer uma lista com alguns dos motivos que, eu acredito, colaboram para que as garotas tenham dificuldade de se identificar com HQs.

1. Supers
Sim, eu sei, histórias de super-heróis são legais. Eu mesma adorava o Fantasma, no seu uniforme vermelho-que-deveria-ser-roxo, Homem-Aranha e Batman. Mas, do mesmo jeito que as meninas não passam a infância brincando de carrinhos, elas não são assim tão fãs de destruições planetárias contínuas. Culpe a sociologia, mas o fato é o que é. E, quando você pára em uma banca de jornal, quais são as revistas que você vê na frente dos mangás? As de super-heróis. Se você acha que o universo se resume a isso, quer dizer que você não vai entrar na livraria e perguntar por quadrinhos, vai?

2. Ausência de Follow-up
O público médio não entende a genialidade dos quadrinhos. Não enxerga que desenho é arte e texto é literatura. Não compreende o quanto é boa a associação da imagem com as palavras, criando sinapses inimagináveis no cérebro das pessoas. Mas as mães, em geral, acreditam que os gibis são uma ótima forma de distrair as crianças, o que significa que nós temos um universo gigantesco de potenciais leitores de quadrinhos. Por isso, nossos maiores hits sempre foram Disney e Turma da Mônica. E a criançada adora os desenhos, que contam a história mesmo que ela ainda não consiga ler o texto. Isso é narrativa, não é?

Acontece que um dia todo mundo cresce e a Turma da Mônica e o Tio Patinhas, com todo o venerável respeito que merecem, passam a não ser mais tão atrativos. E cadê o mercado editorial provendo quadrinhos adequados às diferenças que se estabelecem entre as criaturas homem-mulher no início da adolescência (e que, em muitos casos, perduram até o fim da vida)? Os meninos migram para os supers e as garotas... Não havia muitas opções. Até agora. De uns tempos para cá, com o movimento Emo invadindo todos os meios de comunicação, a temática em geral ficou mais feminina, por assim dizer. Ou você vai dizer pra mim que os gêmeos não fazem quadrinhos pra meninas?

3. Preconceito
Nesse quesito, os quadrinhos apanham de todos os lados. HQ é coisa de criança, se não é de criança é de menino, se tem desenho não é literatura, se é produzido a toque de caixa para sair todo mês não pode ser bom, se o cara produz vinte páginas de desenhos por mês não pode ser arte, tem pouco texto, tem muita imagem, e por aí vai. Realmente, muita coisa ruim já foi publicada nesse mundo. O mesmo se pode dizer de obras de arte, música, literatura e qualquer outra coisa que vc pense que possa ter alguma mínima relação de comparação com os quadrinhos. Ninguém resolveu educar o povo de fora sobre o quão relevantes e profundos podem ser a arte e o texto contidos naquele livrinho miserável. E, fator importante, isso não interfere apenas na percepção das mulheres sobre os quadrinhos: interfere na dos homens também.

4. Falta de acesso
Sim, parece mentira, mas é verdade. Agora, a gente acha quadrinhos para todos os gostos com relativa facilidade em uma cidade como São Paulo, mas a gente esquece que só existem mais duas ou três cidades como esta no mundo. A verdade é que há lugares aos quais as coisas simplesmente não chegam. Muito do que se produz de quadrinhos no Brasil é produzido de forma independente e se a galera não se vira com a distribuição o pessoal da Paraíba não vai ler o que está sendo publicado, com excelente qualidade, em Curitiba. Sem opções de escolha, como você escolhe?

Claro, tem um monte de outras variáveis envolvidas nesse processo, mas essas razões me parecem as principais. Os quadrinhos são, indiscutivelmente, uma manifestação cultural de peso e, do meu ponto de vista, cultura é tudo. Hoje, me espanta todo mundo achar Heros genial e não saber que o cara teve que ler Alan Moore para chegar naquele produto final (e, só para constar, isso não é uma crítica: eu adoro Heros!). Todo mundo deveria conhecer o Alan Moore. Inclusive as meninas!

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Domingo, 14 de Outubro de 2007

4º Mundo

Não basta pra um quadrinhista ser eficiente no papel. Diversos gênios ficaram relegados a um segundo plano e migraram para outras áreas pensando na sobrevivência diária por não conseguirem se destacar e sobreviver com sua arte.
Entretanto, quanta coisa importante já surgiu quando artistas de qualidade, mas ainda desconhecidos, persistiram e muitas vezes se uniram pra construir algo.
A história dos quadrinhos brasileiros é cheia nomes que vingaram não apenas pela sua genialidade, mas principalmente pela determinação e persistência. Ninguém saberia de gente como Luis Gê, Marcatti, Muttarelli, Bá e Moon se esses caras não tivessem persistido e, em muitos pontos das suas carreiras, não tivessem se unido a outros artistas buscando um espaço no meio.

Por que é que eu estou falando disso tudo?
Pode-se dizer que os quadrinhos brasileiros chegaram em um momento único, pois o mês de outubro tem sido bem importante para os artistas independentes. Depois de estrear no evento HQ na BA, o coletivo que assumiu o nome de 4º Mundo, preparou para o Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte (FIQ), sua primeira incursão ambiciosa pra realmente chamar a atenção, reunir artistas do brasil todo e esquematizar a distribuição de revistas pelo país.
É aquela velha história de que a união faz a força. Ao invés de ficar trocando histórias tristes, os quadrinhistas independentes resolveram se unir pra forçar a abertura de um espaço no “mercado” ( notem as aspas) de HQs brasileiro.
Qualquer um que já tentou publicar um fanzine ou revista por conta própria sabe que fazer boas histórias é apenas a primeira dificuldade que se enfrenta. O bicho de sete cabeças está mais a frente e tem nomes como “distribuição” e "divulgação". Está certo que a internet facilita e muito o contato entre artistas e leitores, mas o legal mesmo é quando a revista já está próxima do leitor.
Essa união que já havia começado de maneira informal não só tem levado publicações independentes pro Brasil inteiro, mas também tem atraído a atenção de todos em eventos e notícias em jornais, internet e Tv.
Cada artista, a sua maneira, tem a ajudado como pode, fazendo contatos, vendendo revistas e usando a sua cara-de-pau das mais diversas maneiras pra mostrar pra quem lê quadrinhos que existem alternativas de qualidade ao que hoje se encontra nas bancas.
Quem der um pesquisada pelos títulos que estamos distribuindo vai ver que tem de tudo: de trabalhos com um enfoque mais comercial até publicações extremamente autorais
Entre as conquistas que já podemos comemorar, pode-se destacar a nossa banca independente que já frequentou os mais diversos eventos (e ainda chegará em eventos que pouca gente imagina), o conjunto de oficinas que temos ministrado em bibliotecas públicas ao longo de 2006 e 2007 e o espaço que temos conquistado entre veículos jornalísticos como Pop Balões, Universo HQ, Blog dos Quadrinhos, Gibizada, Metro, TV Cultura, Jornal da USP e outros.
Quem estiver em Belo Horizonte nos próximos dias e quiser conferir nossos trabalhos é só procurar no FIQ pelo logo do 4º Mundo e encontrará o estande do grupo.
Já pra quem estiver em São Paulo, pode aproveitar na sexta de manhã pra conferir uma aula que darei a convite do Prof. Waldomiro Vergueiro na ECA-USP, falando de Hqs Independentes pra turma de “Diagramação de Histórias em Quadrinhos”.

Confira o Blog do 4º Mundo a comunidade no Orkut e a reportagem que o jornalista Paulo Ramos fez a respeito do assunto para o Metrópolis da Tv Cultura.

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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

Nobu Chinen fala sobre HQ Underground na Faiter

Na próxima quinta-feira, nosso caro Nobu Chinen falará sobre "Sexo nas Histórias em Quadrinhos. O Universo Rebelde do Quadrinho Underground", na Semana de Palestras de Comunicação e Design. Não percam!
Se alguém estiver procurando por um dos números da Garagem Hermética, é só falar com o Nobu ou qualquer outro "sócio" que esteja por lá.


Palestra
Sexo nas Histórias em Quadrinhos. O Universo Rebelde do Quadrinho Underground
11/10 - 20h
Faiter
Sala de redação da Rádio Oswaldo Cruz
Rua Conselheiro Brotero, Nº 475
Barra Funda - São Paulo
Estação Marechal Deodoro do Metrô.

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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

Entrevista com Roberta Bronzatto

O site Bigorna publicou uma entrevista com nossa bela e talentosa editora Roberta Bronzatto. Não deixem de conferir aqui.

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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

HQ na BA

HQ na BA
6 de outubro, a partir das 9h00
Organização: Studio Vermis
Local: Rua José Antônio Coelho, 873 - Vila Mariana ( Estações do Metrô Paraíso e Ana Rosa)

WORKSHOPS

9h - Mangá e Caricaturas Nigao-Ê - com Area E
9h – Charges e Caricaturas - com Bira Dantas
9h – Pintura Digital com Tablet - Cabritech, revendedora oficial Wacom
11h – História em Quadrinhos e Literatura
12h – Como criar um personagem 3D Cadritech
13h – Narrativa - Com Marcelo Campos (Quanta)
14h - Roteiro - Com Daniel Esteves
15h – Quanta Academia de Artes – Da didática à prática - Com Marcelo Campos e Ronaldo Barata
16h - Como divulgar seu trabalho - Com Zé Oliboni (popbaloes.com)
17h – Desenhistas Brasileiros nos EUA - Com Marcelo Campos (Liga da Justiça, Superman), Ivan Reis (Superman, Homem-de-Ferro), Greg Tocchini (Thor, Lanterna Verde), Renato Guedes (Smallville, 24 Horas, Superman)
18h – Pintura na madeira com a Quanta
19h – Produção Gráfica de HQ - Com Élcio Sartori

DEBATES
10h - HQ e Internet - mediador Eloyr Pacheco, do site www.bigorna.net.
20h – Produção Independente - Mediador: Paulo Ramos, do blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br - Convidados: Revista Cão, Subterrâneo, Cambada, Sócios Ltda e Isto não é uma Revista.

FEIRA DE QUADRINHOS NACIONAIS
A Feira de Quadrinhos funcionará durante todo o evento, contando com a participação das editoras Conrad, JBC, Devir e Desiderata, além dos independentes: Vermis, Sócios Ltda., Projeto Contínuo, Bodega, Vinuy Royale, Subterrâneo, Loser grafhics, fanzines.

MARATONA DE QUADRINHOS
Das 9h às 21h, em doze horas os participantes irão criar uma HQ de 12 páginas (1 por hora).

EXPOSIÇÃO DE QUADRINHOS
Na galeria do Belas Artes serão expostos trabalhos de quadrinhos e ilustração, como 8 originais do Roger Cruz, 8 do Greg Tocchini e mais 8 do Renato Guedes, entre outros.

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Sábado, 1 de Setembro de 2007

Cadu Simões no HQ & Cia

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Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007

FanZines nas Zonas

O projeto FanZines nas Zonas de Sampa vai ter mais uma etapa em setembro nas bibliotecas municipais de São Paulo.
Serão realizadas sete oficinas livres de HQ de um dia, onde cada aluno deverá produzir uma história curta com tema a ser definido na hora.
Os professores que irão coordenar as atividades serão os mesmos das oficinas do primeiro semestre: Sam Hart, Alexandre Nagado, Weberson Santiago, Edu Mendes, Fábio Santos e Ezê.
O encontro de setembro, além de estar aberto a novos participantes, também servirá para reunir os alunos das oficinas de Histórias em Quadrinhos realizadas no primeiro semestre de 2007, significando
justamente o resgate dos trabalhos executados e encaminhamento de propostas para a segunda fase. Além de levar informações atualizadas sobre a modalidade nas unidades, este espaço também possibilitará
discussão sobre a dinâmica que os grupos formados no primeiro semestre estão trabalhando nos seus fanzines, e promover um momento para criação de hqs como passo final do processo deste ano, culminando no fanzine compartilhado entre as zonas.


Mais informações nas próprias bibliotecas:

Biblioteca José Paulo Paes
Coordenação: Alexandre Nagado
3 de setembro (segunda-feira), das 13h30 às 16h30
Endereço: Largo do Rosário, 20 (próximo ao Shopping Center Penha)
Tel: 11 2295-0401 e 2295-9624

Biblioteca Sylvia Orthof
Coordenação: Edu Mendes
4 de setembro (terça-feira) 13h30 às 16h30
Endereço: Av. Tucuruvi, 808, Tucuruvi
Tel.: 11 6981-6264

Biblioteca Érico Veríssimo
Coordenação: Ezê
4 de setembro (terça-feira), das 13h30 às 16h30
Endereço: Rua Diógenes Dourado, 101 - Parada de Taipas
Tel.: 11 3972-0450

Biblioteca Álvares de Azevedo
Coordenação: Edu Mendes
5 de setembro (quarta-feira) 14h00 às 17h00
Endereço: Praça Joaquim José da Nova, s/n, Vila Maria
Tel.: 11 6954-2813 e 11 6954-3118

Biblioteca Paulo Setúbal
Coordenação: Sam Hart
6 de setembro (quinta- feira), das 9h00 às 12h00
Endereço: Rua Renata 163, Vila Formosa
Tel: 11 6211-1508 e 11 6211-1507

Biblioteca Rubens Borba de Moraes
Coordenação: Weberson Santiago
14 de setembro (sexta-feira) , das 9h00 às 12h00
Endereço: Rua Sampei Sato, 440, Ermelino Matarazzo
Tel.: 11 6943-5255

Biblioteca Vicente Paulo Guimarães
Coordenação: Fabio Santos
15 de setembro (sábado), das 13h00 às 16h00
Endereço: Rua Jaguar, 225, Vila Curuçá
Tel.: 11 6135-5322 e 11 6134-0646

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Sábado, 18 de Agosto de 2007

Garage Rock


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Sábado, 11 de Agosto de 2007

História Descartável

O problema de toda história é ser contada depois do fato. [...]. Outro problema é o narrador. O quem, quê, onde, quando, e porquê do repórter. A parcialidade da mídia. Como o mensageiro formata os fatos. Aquilo que os jornalistas chamam de Guardião do Portão. A apresentação é tudo.” – Chuck Palahniuk


Em muitas tardes ensolaradas já me encontrei observando um saco plástico voar longe como se fosse um belo e destemido pássaro; em noites escuras e frias as sacolas me seguem por ruas tomadas pela ventania; em outros momentos, lá estão os seres sintéticos que em algum momento de suas existências fizeram parte da vida de algum ser humano, porém agora, apenas dançam no ritmo silencioso e secreto dos redemoinhos de becos sujos e fedorentos tentando ser mais do que sua efemeridade renovável permite, contudo, sempre falhando, sempre a mercê de onde o vento os leva... Como nós. Sempre sendo usados e descartados... Como nós.

Percebi então que as sacolas são personagens de nossa vida – ou de suas próprias e o quanto temos em comum. O quanto as usamos e depois as esquecemos. Elas carregam nossos objetos de desejo - consumado - das lojas até nossas casas e então... adeus. Um ser tão necessário para nosso sistema de vida e ao mesmo tempo tão dispensável. Era assim que me sentia nesse último outono por diversos motivos. Essa coisa de se sentir mal consigo por não saber o que as pessoas sentem por você, fazendo bem-me-quer, mal-me-quer, sem saber se está sendo usado. Ou se é um inútil. Mmm... Você já se sentiu assim? OK, então já temos mais alguém pra formar uma banda emo.

Bem, pra mim é isso que faço numa história, tento mostrar alguma coisinha de como me sinto, do contrário, acaba saindo algo falso e pretensioso. E tenho uma predileção por personagens incomuns. Pensar como vivem, têm sentimentos, se gostam, se apaixonam, se machucam, se matam, se recriam. Tá, pode ser como nas aulas de ciências da 5ª série: nascem, crescem, reproduzem e morrem, ou algo assim.

Eu queria uma história comum. Banal. De qualquer novelinha, ou Sabrina da vida. Pois até uma história que não é grande coisa pode ser interessante. Como Nelson Rodrigues fazia, por exemplo (Ó a pretensão!). Mas não queria quadrinizar uma peça dele, só usufruir a base de A vida como ela é: uma mulher que foge do marido para transar com o amante, então o marido pega os dois juntos, briga com o amante que morre em seguida, para então a mulher voltar para seu marido e cuidar do novo filho (de quem?).

Storyline bagaceira definido, vem toda a treta visual.

Sempre fui um viciado em hachura e rabiscos, então nessa daqui me desafiei a não fazê-los. Tive que me segurar em alguns momentos.

Uma coisa que sempre adorei na Turma da Mônica é aquele tipo de história silenciosa em que os personagens não falam – ou se falam, é por meio de desenhos, sinais ou símbolos.

(Engraçado, detonam a Mônica, só que eu vejo mais experimentação em linguagem de quadrinhos lá do que em muita tranqueira por aí... Chega de falar do gosto pessoal. Já estou me sentindo um colunista frustrado)

Isso foi, embora complicado, outro desafio prazeroso, não dar a papinha mastigada pro leitor e obrigá-lo a preencher as lacunas sonoras por ele mesmo, nada de balão ou onomatopéias. Só que assim você perde um item valioso e viciante, contudo tem suas vantagens. A leitura visual é universal (se é que isso existe). Não precisa de tradução. Aqui, no Congo, Japão, EUA, Itália vai ser a mesma coisa. Bom ou ruim em quaisquer lugares. Também percebi que seria desastroso colocar sacolas falantes. Queria evidenciar a subvida silenciosa das sacolas que acontecem aos nossos pés, não transformá-las em um conto maravilhosamente bizarro de Jan Svankmajer. Nem conseguiria. Tentei valorizar outras formas de comunicação.

Para dar-lhes os sexos, por exemplo, fui rasteiro: mulher/flor, marido/saco preto, amante/sapato e filhinho/tênis. Outra forma de comunicação que me ajudou bastante foi o ambiente, ou cenografia se preferir um termo mais cinematográfico (tsc, tsc, tsc), e que é um recurso muitas vezes esquecido. E potencializa em x qualquer alegoria.

Algo que quis plagiar desgraçadamente foi uma página (típica dos quadrinhos Bonelli) de uma história do Nathan Never, 11° Mandamento, em que Nicola Mari picotava uma cena de sexo gratuito (e silencioso) em pequenos quadros gráficos gostosos de se ver e rever. Enchendo de preto cada quadrinho para gravar o movimento dos corpos em branco.


Ah! Preste atenção no primeiro quadro dessa, como diria um amigo, “cena de sexo sacal”... Ela foi censurada! Veja o original e a versão impressa. Rá rá, ficou um traço branco. Provavelmente foi algo na gráfica. Ou minha editora Roberta é tão limpinha que quis vetar essa cena ardente da história.

O da esquerda é o original e o da direita, o impresso









Depois, o tempo fecha. Começa a chover e o marido chega e briga com o amante, um carro vem se aproximando e a chuva vai aumentando.

Merda, minha grande frustração como comunicador é essa parte. “O que aconteceu aqui?”, pergunta um amigo. Ele não é burro. Eu deveria ter tornado essa parte mais dinâmica, eu não sei. Todavia gosto daquela imagem da mulher na chuva, molhada, e chorando - como uma sacola pode.

Talvez tenha sido um corte narrativo muito rápido. O amante morre e depois vemos outra mudança de ambiente, onde aparecem, como pássaros, o casal que agora tem um bebezinho que...


Ah, aliás, fiquei com muita dúvida de como encerrar essa história. Até mesmo por ter pensado em dar continuidade. Fiquei com a seguinte dúvida: ponho o símbolo de não retornável ou o de reciclável? Termina aqui ou continuo algum dia essa história? Acabei optando por encerrar mesmo.


O que mais gostei e achei interessante em termos técnicos nessa HQ foi a falta de texto mesmo. É muito complicado. Muito. Aliás, digo isso também como leitor, porque tenho o cérebro um pouco atrofiado, geralmente leio o texto e já passo pro próximo balão sem reparar no resto.

Acho que aqui se encaixa aquela frase do Palahniuk. Sem a escrita ou termos superficiais que formatam e apresentam uma personagem e situação do tipo o “Lobo mau”, “a linda menininha andava...”, “uma doce melodia soa” (Nunca entendi essa definição sonora, não consigo imaginar o flautista de Hamelin tocando Ramones, que pra mim é doce) e outras falcatruas de escritor que tiram a graça da composição da imagem. Claro, as imagens também podem ser manipuladas, mas, sem o texto é mais difícil. Putz, eu não sonhava a complexidade da coisa. Olha, Clap clap clap pros mímicos.

Bem, terminando minha participação aqui, espero que goste de ler essa pequena história da Garagem Hermética número 3, porém, se não tiver gostado, não tem problema. Faça com ela o mesmo que faz com as sacolas plásticas.

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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2007

GH nas Gibitecas de São Paulo e Curitiba

Nesta semana, a Garagem Hermética estará presente em dois eventos voltados para os quadrinhos independentes. O primeiro ocorre dia 9 na Gibiteca Henfil, em São Paulo, e o segundo acontece no fim de semana na Gibiteca de Curitiba. Confiram:

Narrativas visuais - quadrinhos e produção independente
mediação: Eloyr Pacheco (criador do site Bigorna, especializado em HQ)
Debate com representantes das revistas Garagem Hermética, Cão, O Contínuo, Subterrâneo e A Mosca no Copo de Vidro. Será abordado o processo de criação de uma revista independente: elaboração, coleta de material, distribuição, divulgação e relação com a internet.

Local: Gibiteca Henfil - CCSP. Rua Vergueiro, 1000, São Paulo
9 de Agosto, quinta, às 20h - Praça da Biblioteca



1ª Festa do Quadrinho Independente em Curitiba
- 11h00: Abertura da Feira de Quadrinhos
- 13h00: Apresentação da personagem Ticlau, tema da Quarta Edição da Quadrinhópole
- 14h00:Mário Barroso: Mercado Editorial no Brasil
- 15h00:Liber Paz: Quadrinhos e Cotidiano Urbano
- 16h00:Cadu Simões e Leonardo Melo: Quadrinhos Independentes e o Mercado Nacional
- 17h00:Cláudio Seto, José Aguiar e Antônio Éder: Produção de Quadrinhos Curitibanos, no meio comercial e artístico

Além das palestras, também haverá lançamento de diversas revistas independentes como Homem-Grilo # 42, Garagem Hermética # 03, Quadrinhópole # 04 , Avenida # 02 e divulgação dos resultados da pesquisa sobre quadrinhos virtuais.

Local: Gibiteca de Curitiba - R. Carlos Cavalcanti, 533, Curitiba
11 de Agosto, sábado

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Terça-feira, 31 de Julho de 2007

HQ Além dos Balões cobre Hq Mix e destaca produção independente.

Clique para ver.Com direito a entrevista do Cadu.

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Terça-feira, 24 de Julho de 2007

Festa Independente no Jeremias

Ser artista não é fácil, por isso é que desde que criamos o Sócios Ltda temos tentado fazer parceiras com a maior quantidade de artistas independentes possível.

Tudo isso já está dando frutos bem legais como o sistema de troca de publicações que une artistas do Brasil todo e que já deu origem à famosa banca de zines presente em diversos eventos como o Ângelo Agostini, o HQ & Cultura, o HqMix, o Sinfonia de Cães, o Encontro Zines nas Zonas e o Encontro de Zines de Osasco.

Pra coroar essa união quase mafiosa nada melhor que fazer um lançamento conjunto de 3 revistas independentes em um piano bar, como o que foi organizado ontem pelo Gual e pela Dani, anfitriões da Menor Livraria do Mundo.

Além da galera da Garagem # 3, d'O Contínuo e do Zine Royale, lançamentos independentes da noite, também estava por lá todo o povo da Revista Mundo dos Super-heróis e artistas de várias publicações como Cão, Subterrâneo, Tipos, Front e Menisquência!.

No fim, entre um e outro autógrafo distribuido no balcão do bar, virou tudo uma grande festa independente patrocinada pela Menor e pelo Jeremias, o Bar.

Nada melhor que poder lançar nossa revista ao som de jazz acompanhados dos amigos.


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