domingo, 22 de junho de 2008

Quadrinistas, Canto I

Quadrinistas será a primeira história em quadrinhos seriada a ser publicada na Garagem Hermética, a partir do nº4 da revista, que será publicada no mês que vem. Esta HQ é escrita por mim e desenhada pelo Kleber.

Como o próprio nome da história sugere, Quadrinistas é sobre dois fanzineiros em sua jornada para se transformarem em quadrinistas profissionais. São eles; Alan, o roteirista, e Frank, o desenhista. Nesta primeira história iremos acompanhar os dois indo a entrega do prêmio HQ Mix para divulgarem seu novo fanzine. O que aparentemente parece uma tarefa fácil e banal, acabará se transformando numa série de encontros e desencontros. No fim, Quadrinistas irá se revelar como uma história sobre pessoas que tentam a todo custo realizar seus sonhos, apesar de todas as dificuldade e obstáculos que a vida lhes impõem.

Sobre a personalidade dos protagonistas; Alan é um cara "bon vivant", que quer aproveitar cada vão momento da vida. Por isso, ele é um tanto "galinha", e nunca teve um relacionamento sério com nenhuma garota. Ele também não é muito organizado e é um tanto desleixado, sempre fazendo tudo de última hora. Alan faz faculdade de Letras, mas não trabalha, apenas faz uns bicos de vez em quando. Já Frank é um cara mais organizado e metódico. No que se refere as mulheres, ele é mais sossegado do que o Alan. Em toda a sua vida, teve uma única namorada, com quem está junto desde a adolescência. Frank trabalha como designer numa agência de internet. Mas ele não curte muito seu trabalho, e principalmente, odeia seu chefe.

Quadrinista está sendo um grande desafio para mim, pois é a primeira comédia romântica que eu escrevo. Apesar que nessa história eu faço uma pequena experimentação, dividindo ela em três camadas narrativas, cada uma delas seguindo um gênero diferente.

A camada principal, que é dos quadrinistas, como eu disse, trata-se de uma comédia romântica. Há uma camada superior a essa, que é a do narrador-personagem da história. Essa camada segue num humor non-sense ao melhor estilo Monty Phyton. E a terceira camada, a mais inferior de todas, irá narrar as histórias em quadrinhos que os protagonistas criam, que são histórias de aventura no melhor estilo pulp-fiction. Se você não entendeu nada desse negócio de camadas narrativas que acabei de explicar, não se preocupe, quando você ler a história ficará mais fácil de entender.

Por fim, o que eu mais estou gostando nessa HQ, são as diversas referências a esse universo dos quadrinistas brasileiros, e em especial, os independentes, que coloca nas histórias. Algumas delas são piadas internas que só quem tá no meio vai entender. Mas muitas outras eu tenho certeza que o leitores em geral vão sacar e vão se divertir lendo, assim como estou me divertindo escrevendo.

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