domingo, 18 de janeiro de 2009

Prática de Escrita na Imprensa

Resenha Blog dos Quadrinhos - 21.12.08
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 15h58

Livro sobre quadrinhos marca primeira coletânea do Quarto Mundo
"Prática de Escrita: Histórias em Quadrinhos" começou a ser vendido neste fim de semana
O livro "Prática de Escrita: Histórias em Quadrinhos", lançado neste sábado à noite, em São Paulo, é mais do que o nome sugere.
Não se trata apenas de uma obra sobre a linguagem dos quadrinhos e sua relevância pedagógica como prática de leitura e escrita.
É também uma coletânea -a primeira- do movimento do Quarto Mundo, selo independente que reúne autores de quadrinhos de diferentes partes do país.
Das 108 páginas do livro, 86 são dedicadas à recente produção independente brasileira.
"Prática de Escrita: História em Quadrinhos" pinça narrativas quadrinísticas de diferentes momentos e autores, apresentadas em ordem cronológica.
As duas primeiras são de 2002. As últimas, deste ano, uma delas inédita.
As histórias iniciais são de uma época em que o Quarto Mundo ainda nem tinha se firmado como movimento independente.
O grupo lançou o selo oficialmente no 5º FIQ -Festival Internacional de Quadrinhos-, realizado em Belo Horizonte em outubro de 2007.
O movimento completou, portanto, pouco mais de um ano de existência, embora já se percebessem iniciativas no sentido de uma união desde o primeiro semestre de 2007.
O que o livro faz é o primeiro registro escrito do grupo, algo que, por isso, adquire valor histórico. O inusitado é que não era essa a função original da obra.
A proposta era usar as histórias como apoio teórico para a inserção dos quadrinhos no ensino da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo.
A idéia partiu do pró-reitor de graduação e titular de língua portuguesa da universidade, Carlos Andrade. Com apoio do produtor cultural Silvio Alexandre, converteu o conceito em realidade.
O lado teórico do livro é percebido num artigo de oito páginas, no fim da obra, assinado por Andrade e pelo desenhista Octavio Cariello.
Os dois evidenciam o novo papel dos quadrinhos na área de ensino, tardiamente oficializado como prática didática e de leitura pelo governo federal.
Os autores ancoram o texto em conceitos da Lingüística Textual e aproximam os quadrinhos do conceito de gênero, proposto pelo russo Mikhail Bakhtin.
Para o pesquisador russo, muito influente na área da Lingüística, gêneros são "tipos relativamente estáveis de enunciado" usados em uma situação sócio-comunicativa.
Com base nesse conceito, Andrade e Cariello sintetizam as principais características da linguagem devidamente ilustradas com os próprios recursos dos quadrinhos.
O senão da obra -que custa R$ 15- é encontrá-la para comprar.
Os interessados podem procurar por ela em lojas especializadas em quadrinhos que trabalhem com material independente do Quarto Mundo.
Ou procurar por mais detalhes no site do grupo, que pode ser acessado neste link.


Resenha Folha de São Paulo - 12-01-2009





Artigo na Revista Wizmania de janeiro de 2009

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domingo, 14 de dezembro de 2008

Lançamento de coletânea com autores do Quarto Mundo

Lançamento Prática de Escrita - Histórias em Quadrinhos
20 de dezembro (sábado) - 19h30
Livraria HQMIX
Praça Roosevelt, 142, São Paulo

Prática de Escrita – Histórias em Quadrinhos
Organização: Carlos Andrade & Silvio Alexandre
Formato: 16x23cm
Quantidade de páginas: 104
Capa: cor
Miolo: P/B



Os autores
A. Moraes, André Diniz, André Caliman, Alex Mir, Alex Rodrigues, Antonio Eder, Bira Dantas, Cadu Simões, Chicolam, Cristiane Drews, Daniel Esteves, Dark Marcos, Ebbios, Edu Mendes, Fabiano Barroso, Felipe Cunha, Fernando Cypriano, Gil Tokio, Heringer, Jean Okada, Jeff Batista, Jozz, Laudo Ferreira Jr., Leonardo Melo, Leonardo Santana, Márcio Luiz, Marlon Tenório, Pablo Mayer, Paulo Kielwagen, Piero Bagnariol, Ric Milk, Ricardo Marcelino, Rodrigo Alonso, Sergio Chaves, Viviane Cris, Wagner Passos, Wanderson de Souza, Wellington Srbek, Will.

As histórias em quadrinhos representam uma vertente da arte contemporânea que vai além do mero entretenimento. Elas podem veicular conteúdos elaborados de crítica social e registrar com criatividade os costumes de uma época, permitindo reflexões enquanto divertem e até comovem.Atualmente, observa-se, em quase todas as áreas do conhecimento, uma intensa aproximação dos quadrinhos das práticas pedagógicas, como ferramenta paradidática e atividade multidisciplinar. É muito comum a publicação de livros didáticos que incorporaram a linguagem dos quadrinhos em seus textos e às atividades apresentadas como complementares para os alunos.Recentes pesquisas têm indicado que a simples leitura de quadrinhos melhora a proficiência de alunos e, mais ainda, se bem utilizadas, elas podem ser uma forte aliada do professor em seu processo didático, dinamizando suas aulas, ampliando a motivação de seus alunos e conseguindo melhores resultados no processo de ensino e aprendizagem.Em muitos países, os próprios órgãos oficiais de educação passaram a reconhecer a importância de se inserir as histórias em quadrinhos no currículo escolar, desenvolvendo orientações específicas para isso. É o que aconteceu no Brasil, por exemplo, onde o emprego dos quadrinhos já é reconhecido pela LDB (Lei de Diretrizes e Bases) e pelos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais). As histórias em quadrinhos reunidas aqui neste álbum demonstram suas diversas possibilidades e características: ângulos, tipos de balões, formato das letras, quadrinhos com texto, quadrinhos sem texto, as estratégias narrativas, a mescla entre visual e verbal no processo de leitura, mas acima de tudo, mostram que os diversos elementos dos quadrinhos ultrapassam a simples leitura da imagem, com uma escrita cheia de significados.
Silvio Alexandre
Curador do Prêmio Fnac Novos Talentos

Carlos Andrade
Doutor em Língua Portuguesa pela PUC-SP e Professor Titular de Língua Portuguesa na Universidade Cruzeiro do Sul. Nos últimos 18 anos, dedicou-se ao ensino superior, tanto na graduação, quanto na pós-graduação, desenvolvendo pesquisas na área de Letras e Linguística Aplicada relacionadas à leitura e à produção de textos, nas modalidades presencial, semipresencial e a distância. Há mais de 10 anos, atua em gestão acadêmica universitária, atualmente, exercendo a função de Pró-Reitor de Graduação na Universidade Cruzeiro do Sul. É autor e organizador de obras acadêmicas. Conferencista com trabalhos publicados no Brasil e no exterior. É avaliador do INEP-MEC, responsável pela avaliação de cursos da área de Letras.

Silvio Alexandre
Editor e produtor cultural, criou e dirigiu várias coleções de literatura fantástica para as editoras Aleph, Mercuryo, entre outras. Foi editor executivo da Devir Livraria, especializada em livros de RPG (Role Playing Game), fantasia, ficção científica, horror e quadrinhos. Também foi gerente de marketing da Conrad Editora e da Pixel Media, empresas especializadas em quadrinhos. Atuou como jurado em Festivais de Humor e Quadrinhos. É organizador do “Fantasticon - Simpósio de Literatura Fantástica”, e dos Festivais de Quadrinhos da Fnac, em São Paulo, Brasilia, Curitiba e Porto Alegre. É membro da Comissão Organizadora do Troféu HQMIX, o principal prêmio dos quadrinhos no Brasil. É curador do Prêmio Fnac Novos Talentos - Quadrinhos.

Quarto Mundo
O Quarto Mundo fez sua estréia no 5º FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte/MG. O movimento comemora seu primeiro ano de existência. Um ano marcado por vários acontecimentos, sempre batalhando para que os autores nacionais conquistem seu espaço. Tudo o que aconteceu até o presente momento só foi possível graças à união dos quadrinistas de todo o Brasil.Individualmente os integrantes do grupo conquistaram oito Troféus HQMIX (desenhista e roteirista revelação, publicação independente de autor, de grupo, especial, de bolso, site de autor e tese de graduação) o grupo, como um todo, recebeu o prêmio de Contribuição do Ano. Não houve um evento de quadrinhos, sobretudo em São Paulo, desde julho de 2007, em que o coletivo não estivesse presente, seja vendendo quadrinhos, divulgando seu trabalho, dando palestras, entrevistas, oficinas e afins.

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sábado, 18 de outubro de 2008

HQ O QUÊ? - Mesa-redonda: Publicaçao independente

FNAC Pinheiros
PRAÇA DOS OMAGUÁS, 34 - PINHEIROS - SÃO PAULO - Telefone (011) 3579-2000.
Quinta-Feira 23/10/2008 - 19:00

HQ O QUÊ? - Mesa-redonda: Publicaçao independente
O cenário de quadrinhos brasileiros tem melhorado muito, tanto pelo aumento de produção como na qualidade. Muito disso se deve a uma forte produção de quadrinhos independente, que representa 90% do que é publicado hoje no Brasil. Os quadrinhista Edu Mendes, Will, Cadu Simões, Marcos Venceslau e Daniel Esteves discutem se os independentes serão o caminho para os problemas do mercado editorial. Vagas: 100 lugares. Local: Fórum - 3º andar

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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Garagem na Wizmania #5

O número cinco da revista Wizmania trouxe uma surpresa muito agradável pros leitores da Garagem: uma página inteirinha dedicada à nova edição lançada no fim de julho.
Além disso, a Wiz também traz uma pacote recheado de artigos bem interessantes que vão do novo filme de Hellboy a Alan Moore, passando por Lorde Lobo, Colonnese, Tex e Zé do Caixão.
Confiram nas bancas.

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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Roberta Bronzatto e Edu Mendes na ALL TV



Programa exibido em 19 de julho de 2008

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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Cadu Simões na TV Cultura

Programa Metrópolis exibido em 23 de julho de 2008

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Edu Mendes e Cadu Simões na FIZ TV

Programa HQ & Cia exibido em 17 de julho de 2008

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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Cadu Simões, Roteirista Revelação no 20º HQMix


Caros leitores, temos o imenso prazer de informar que nosso grande Cadu Simões levou o prêmio de Roteirista Revelação do 20º Troféu HQMix.
O reconhecimento ao trabalho do Cadu vem para coroar a jornada que ele tem desenvolvido ao longo dos últimos anos em títulos como Homem-Grilo, Nova Hélade, Putzgrila e Garagem Hermética.
A maior prova do talento do menino é que, já a partir do próximo número da Garagem, daremos início à publicação de uma HQ seriada de autoria do Cadu que terá um capítulo por edição. Aguardem.
Parabéns, Cadu.
Esperamos te ver ano que vem indicados entre os melhores roteiristas, ao lado de gente como Wander Antunes, Spacca e Marcatti.



Vejam abaixo a lista completa dos premiados:


Desenhista Nacional - Spacca (D. João Carioca)

Desenhista Estrangeiro - John Cassaday (Planetary)

Roteirista Nacional - Wander Antunes (O corno que sabia demais, A boa sorte de Solano Dominguez)

Roteirista Estrangeiro - Alan Moore (Lost Girls)

Desenhista Revelação - Jozz (Zine Royale)

Roteirista Revelação - Cadu Simões (Homem-Grilo, Nova Hélade, Garagem Hermética)

Chargista - Angeli (Folha de S. Paulo)

Caricaturista - Baptistão (O Estado de S.Paulo)

Cartunista - Allan Sieber

Ilustrador - Kako

Ilustrador de livro infantil - Daniel Bueno (Fernando Sabino na sala de aula, da Panda Books)

Publicação Infantil - As tiras clássicas da Turma da Mônica (Panini)

Publicação de Clássico - Um contrato com Deus e outras histórias de cortiço (Devir)

Publicação de Humor - Piratas do Tietê - A saga completa (Devir)

Publicação Mix- Pixel Magazine

Publicação de Terror - Black Hole (Conrad)

Publicação Erótica - Lost Girls (Devir)

Revista de Aventura - Lobo Solitário (Panini)

Publicação de Tiras - O mundo é mágico - As aventuras de Calvin & Haroldo de Bill Watterson (Conrad)

Edição Especial Nacional - Laertevisão (Conrad)

Edição Especial Estrangeira - Persépolis Completo (Companhia das Letras)

Minissérie - Fábulas - 1001 Noites (Pixel)

Publicação sobre Quadrinhos - Mundo dos Super-heróis (Europa)

Publicação Independente de Autor - Menino Caranguejo # 1

Publicação Independente de Grupo - Quadrinhópole # 4

Publicação Independente Especial - O Relógio Insano

Publicação Independente de Bolso - Juke Box # 4

Projeto Gráfico - Laertevisão (Conrad)

Álbum de Aventura - 300 de Esparta (Devir)

Publicação de Charges - Urubu, de Henfil (Desiderata)

Publicação de Cartuns - Assim rasteja a humanidade, de Allan Sieber (Desiderata)

Livro Teórico - Desenhando Quadrinhos, de Scott McCloud (M. Books)

Tira Nacional - Níquel Náusea, de Fernando Gonsales

Projeto Editorial - Laertevisão (Conrad)

Animação - Turma da Mônica - Uma aventura no tempo, de Maurício de Sousa

Exposição - Ziraldo - O eterno Menino Maluquinho, no Salão Carioca, no Rio de Janeiro/RJ

Evento - 5° FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos

Salão e Festival - IX Festival de Humor e Quadrinhos de Pernambuco

Adaptação para outro veículo - 300

Web Quadrinhos - Malvados - André Dahmer

Site sobre Quadrinhos - Universo HQ

Blog sobre Quadrinhos - Blog dos Quadrinhos

Blog / Flog de artista gráfico - Rafael Grampá

Site de Autor - José Aguiar

Articulista de Quadrinhos - Paulo Ramos (Blog dos Quadrinhos)

Editora do ano - Pixel



Os prêmios indicados pela comissão organizadora.

Publicação de Caricaturas - É mentira, Chico?, de Ziraldo (Editora Resultado)

Grande Contribuição -Borba Gata, de Luiz Gê, que pintou uma HQ sobre uma manequim de vitrine; o coletivo de quadrinhistas independentes 4º Mundo e o utilíssimo Guia do Ilustrador, de Ricardo Antunes, que pode ser baixado gratuitamente na internet

Grande Mestre - Yppe Nakashima, Fernando Ikoma, Paulo Fukue, Roberto Fukue e Minami Keizi (é a primeira vez que o troféu homenageia cinco artistas de uma só vez, todos são de origem japonesa - Julio Shimamoto e Cláudio Seto já foram laureados anteriormente)

Homenagem - Ivan Reis, pelo reconhecimento ao trabalho realizado no mercado norte-americano de super-heróis (foi eleito, inclusive, o melhor desenhista do ano, pela Wizard)

Tese de Graduação - Na Bodega, Colóquio Ilustrado, de Gil Tókio, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo

Tese de Mestrado - O desenho moderno de Saul Steinberg: obra e contexto, de Daniel Bueno, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo

Tese de Doutorado - O fato gráfico - O humor gráfico como gênero jornalístico, de Jorge Arbach, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo

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segunda-feira, 26 de maio de 2008

Garagem Hermética indicada ao HQ Mix

20º HQMix 2008 - Indicados como os melhores de 2007

1) Desenhista Nacional
Fábio Moon e Gabriel Bá (5, Alienista e Fanzine)
Guazzelli (O Primeiro Dia, O Relógio Insano e Ragú #6)
José Márcio Nicolosi (Fetichast: Província dos Cruzados)
Laudo (Clube da Esquina e Tianinha)
Marcatti (A Relíquia)
Mozart Couto (A Boa Sorte de Solano Dominguez)
Spacca (D. João Carioca)

2) Desenhista Estrangeiro
Charles Burns (Black Hole)
David B. (Epiléptico 1)
Doug Braithwaite (Justiça)
Frank Quitely (Grandes Astros Superman)
Hiroya Oku (Gantz)
John Cassaday (Planetary)
Takehiko Inohue (Vagabond, Slam Dunk)

3) Roteirista Nacional
Daniel Esteves (Nanquim Descartável)
Fábio Moon (O Alienista)
Guazzelli (O Primeiro Dia, O Relógio Insano)
Laerte (Laertevisão)
Marcatti (A Relíquia)
Spacca (D. João Carioca)
Wander Antunes (O corno que sabia demais, A boa sorte de Solano Domingues)

4) Roteirista Estrangeiro
Alan Moore (Lost Girls)
Alison Bechdel (Fun Home)
David B. (Epiléptico)
Ed Brubaker (Demolidor)
Guy Delisle (Pyongyang)
Kazuo Koike (Samurai Executor, Lobo Solitário)
Warren Ellis (Planetary)

5) Desenhista Revelação
Daniel Gisé (Sociedade Radioativa / The Doors)
Felipe Cunha (Front / Eterno)
Gabriel Renner (Tarja Preta )
Jozz (Zine Royale)
Leonardo Pascoal (Bongolê-Bongoró)
Shiko (Blue Note)
Vinicius Mitchell (Revista O Globo)

6) Roteirista Revelação
A. Moraes (Desvio)
Cadu Simões (Homem-Grilo / Nova Hélade / Garagem Hermética)
Chicolam ( Menino-Caranguejo)
Fabiano Barroso (Um dia Uma Morte)
Leonardo Melo (Quadrinhópole)
Leonardo Santana (Prismarte)
Nestablo Ramos Neto ( Zona Zen)

7) Chargista
Angeli (Folha de São Paulo)
Chico Caruso (O Globo-RJ)
Cláudio (Agora -SP)
Dálcio (Correio Popular – SP)
Jean (Folha de São Paulo)
Paixão (Gazeta do Povo-PR)
Santiago (Jornal do Comércio de Porto Alegre)

8) Caricaturista
Baptistão (O Estado de S.Paulo)
Cárcamo (Revista Época / Folha de São Paulo)
Dálcio (Correio Popular)
Fernandes (Diário do Grande ABC)
Gustavo Duarte (Lance!)
Leite (Salão Carioca de Humor / Salão de Imprensa)
Loredano (O Estado de S.Paulo)

9) Cartunista
Adão Iturusgarai
Allan Sieber
Amorim
DaCosta
Dálcio
Duke
Simanca

10) Ilustrador
Adams Carvalho
Cau Gomez
Cavalcante
Gilmar Fraga
Kako
Walter Vasconcelos

11) Ilustrador de livro infantil
Alê Abreu (As Cocadas – Global Editora)
André Neves (O capitão e a sereia - Scipione)
Daniel Bueno (Fernando Sabino na sala de aula – Panda Books)
Felipe Cohen (O nascimento de Zeus – CosacNaify)
Joana Lira (A criação do mundo – Cia das Letras)
Mariana Massarani (Vivinha, a baleiazinha – Salamandra e Adamastor, o pangaré – Melhoramentos)
Suppa (Valentina – Global Editora e Rima ou Combina – Editora Ática)

12) Publicação Infantil
As Tiras Clássicas da Turma da Mônica(Panini)
Histórias da Carolina (Globo)
Luluzinha (Devir)
Naruto (Panini)
Turma da Mônica (Panini)
Turma do Xaxado (Cedraz)
Witch (Abril)

13) Publicação de Clássico
As Aventuras De Tintim - Explorando A Lua (Companhia Das Letras)
Corto Maltese - As Célticas (Pixel)
Krazy Kat – Páginas Dominicais 1925-1926 (Opera Graphica)
Marvel 40 Anos (Panini)
O Gaúcho (SM)
Turma Da Mônica - Coleção Histórica (Panini)
Um Contrato Com Deus E Outras Histórias De Cortiço (Devir)

14) Publicação de Humor
Escombros (Zarabatana)
Groo: Odisséia (Opera Graphica)
Humortífero (Opera Graphica)
Marusaku (Conrad)
Os Noivos Podem Se Beijar (Via Lettera)
Piratas do Tietê: A Saga Completa (Devir)
Tarja Preta (Independente)

15) Publicação Mix
Front - Ódio #18
Graffiti #16
Marvel Max
Irmãos Grimm em Quadrinhos
Pixel Magazine
Ragú # 6
Tarja Preta # 5

16) Publicação de Terror
A Serpente Vermelha (Zarabatana)
Black Hole (Conrad)
Courtney Crumrin & As Criaturas da Noite (Devir)
Death Note (Jbc)
Midnight Nation - O Povo Da Meia-Noite (Panini)
Preacher – Rumo Ao Sul (Pixel)
Zombie World - O Campeão Dos Vermes (Pixel)

17) Publicação Erótica
Chiara Rosenberg (Zarabatana)
Justine (Pixel)
Lost Girls (Devir)
Morango E Chocolate (Casa 21)
Mulheres (Zarabatana)
Revolução (Conrad)
Valentina Volume 2 - 66-68 (Conrad)

18) Revista de Aventura
Grandes Astros Superman (Panini)
J. Kendall - Aventuras De Uma Criminóloga (Mythos)
Lobo Solitário (Panini)
Mágico Vento (Mythos)
Marvel Action (Panini)
Pixel Magazine (Pixel)
Slam Dunk (Conrad)

19) Publicação de Tiras
Animatiras de Jean (Abril)
Benett Apavora! de Benett (Independente)
Livro Negro de André Dahmer (Desiderata)
Maakies de Tony Millionaire (Zarabatana)
Mais Preto No Branco de Allan Sieber (Desiderata)
O Mundo É Mágico - As Aventuras de Calvin & Haroldo de Bill Watterson (Conrad)
Talvez Isso... de Marcelo Campos (Casa 21)

20) Edição Especial Nacional
A Boa Sorte De Solano Dominguez (Desiderata)
A Relíquia (Conrad)
Fetichast: Províncias dos Cruzados (Devir)
Irmãos Grimm Em Quadrinhos (Desiderata)
Laertevisão (Conrad)
O Alienista (Agir)
O Corno Que Sabia Demais (Pixel)

21) Edição Especial Estrangeira
Antes do Incal – Volume 2 (Devir)
Asterix e a Volta Às Aulas(Record)
Fun Home – Uma Tragicomédia em Família (Conrad)
O Sonhador (Devir)
Persépolis Completo (Companhia Das Letras)
Planetary/Batman - Noite na Terra (Pixel)
Pyongyang - Uma Viagem à Coréia Do Norte (Zarabatana)

22) Minissérie
52 (Panini)
A Saga do Tio Patinhas (Abril)
Eternos (Panini)
Ex Machina - Símbolo (Pixel)
Fábulas - 1001 Noites (Pixel)
Guerra Civil (Panini)
Justiça (Panini)

23) Publicação sobre Quadrinhos
Crash (Editora Escala)
Jornal Graphiq (Independente)
Mundo dos Super-heróis (Editora Europa)
Neo Tokyo (Escala)
Revista Omelete (Mythos)
Tokyo Pop (NSP)
Wizmania (Panini)

24) Publicação Independente de Autor
Defensores da Pátria #1
Dinossauro do Amazonas #1
Homem-Grilo # 42
Lorde Kramus # 1
Menino Caranguejo # 1
Necronauta # 1

25) Publicação Independente de Grupo
Café Espacial #1
Nanquim Descartável # 1
Bongolé Bongoro # 2
Quadrinhópole # 4
Cão # 2
Garagem Hermética # 3
O Contínuo #6

26) Publicação Independente Especial
5
Contos Tristes
El Terrado
Música para Antropomorfos
Na Bodega
O Relógio Insano
Schem Há-Mephorash

27) Publicação Independente de Bolso
A Serpente e a Borboleta
De Bris
Juke Box # 4
Subterrâneo # 20
The Doors
Tulípio # 5
Zine Royale # 2

28) Projeto Gráfico
A boa sorte de Solano Dominguez (Desiderata)
Almanaque do Ziraldo (Melhoramentos)
Cidades Ilustradas São Paulo (Casa 21)
Estórias Gerais (Conrad)
Laertevisão (Conrad)
Piratas do Tietê vol.2 (Devir)
Sandman - Fim dos Mundos (Conrad)

29) Álbum de Aventura
300 De Esparta (Devir)
Bone - A Princesa Revelada (Via Lettera)
Corto Maltese - As Célticas (Pixel)
Invencível - Perfeitos Estranhos (Hq Maniacs)
Loki - Edição Especial Encadernada (Panini)
O Menino-Vampiro – Infância Maldita (Mythos)
Os Supremos – Edição Definitiva (Panini)

30) Publicação de Charges
As Galinhas #1 de Eduardo Prado (Independente)
Dálcio - Charges Publicadas entre 2003 e 2007 de Dálcio (Correio Popular)
Imbróglio Capixaba de Vários (Independente)
Ninguém Segura Caratinga de Vários (Independente)
Pasquim (Antologia 72-73) #2 (Desiderata)
Pizzaria Brasil de Cláudio (Devir)
Urubu de Henfil (Desiderata)

31) Publicação de Cartuns
Assim Rasteja A Humanidade de Allan Sieber (Desiderata)
Confesso de Marco Jacobsen (Independente)
Desenhos de Humor de Reinaldo (Desiderata)
Existe Sexo Após a Morte de Adão (Desiderata)
Jeremias, O Bom de Ziraldo (Melhoramentos)
Ninguém Segura Caratinga de Vários (Independente)
Onde Foi Que Eu Errei? de Rico (Independente)

32) Livro Teórico
Almanaque de Cultura Pop Japonesa de Alexandre Nagado (Via Lettera)
Desenhando Quadrinhos de Scott McCloud (M. Books)
Iconográfilos - Teorias, Colecionosmo e Quadrinhos de Agnelo Fedel (LCTE)
JAPOP - O Poder da Cultura Pop Japonesa de Cristiane A. Sato (NSP Hakkosha)
Love Hina Infinity (JBC)
Mulher ao Quadrado - As Representações Femininas nos Quadrinhos
Norte-americanos de Selma Oliveira (UNB/Finatec)
O Riso que nos Liberta de Wellington Srbek (Marca da Fantasia)

33) Tira Nacional
Animatiras de Jean Galvão
La Vie En Rose de Adão
Malvados de André Dahmer
Níquel Náusea de Fernando Gonsales
Piratas Do Tietê de Laerte
Quadrinho Ordinário de Rafael Sica
Salmonelas de Benett

34) Projeto Editorial
A Ciência Ri (UNESP)
Batman Crônicas vol. 1 (Panini)
Coleção 100% Quadrinhos (Graffiti)
Irmãos Grimm em Quadrinhos (Desiderata)
Krazy Kat - Páginas Dominicais 1925-1926 (Opera Graphica)
Laertevisão (Conrad)
São Paulo (Casa 21)

35) Animação
Disputa Entre o Diabo e o Padre pela Posse do Cênte-Fór na Festa do Santo Mendigo de Francisco Tadeu e Eduardo Duval
EngoleDuasErvilhas, de Marão
Garoto Cósmico de Alê Abreu
Juro Que Vi : Matinta Pereira de Humberto Avelar
Leonel Pé-de-Vento (Leonel The Flurry-Foot) de Jair Giacomini
Turma da Mônica – Uma aventura no Tempo de Maurício de Sousa
Yansan de Carlos Eduardo Nogueira

36) Exposição
400 Quadrinhos Franceses (Midiateca da Aliança Francesa), Niterói/RJ
Exposição "Oscar Niemeyer" (FIQ) Belo Horizonte/MG
Fierro – La Historieta Argentina (FIQ) Belo Horizonte/MG
Mangá: Como o Japão Reinventou os Quadrinhos (Metrô Clínicas) São Paulo/SP
Viajando em Quadrinhos pela França e Alemanha, Icaraí/RJ
Ziraldo - O Eterno Menino Maluquinho (Salão Carioca), Rio de Janeiro/RJ

37) Evento
25 Anos da Gibiteca de Curitiba (Gibiteca Curitiba)
2ª Semana de Quadrinhos (Ufrj)
2º Festival de Quadrinhos (Fnac Brasília)
4º Ilustra Brasil! (SIB)
5° FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos
Anime Dreams
Recife 12 Horas de Hq

38) Salão e Festival
1º Salão Internacional De Humor Pela Floresta Amazônica
15º Salão Universitário De Humor De Piracicaba
18º Salão Carioca De Humor
20º Salão De Humor De Volta Redonda
34º Salão De Humor De Piracicaba
3º Salão De Humor De Paraguaçu Paulista
IX Festival De Humor E Quadrinhos De Pernambuco

39) Adaptação para outro veículo
1º Salão Mackenzie De Humor E Quadrinhos – Documentário
300 – Filme
Carlos Zéfiro – Calendário (Cervejaria Devassa)
Homem Aranha 3 - Filme
Hqs - Quando A Ficção Invade A Realidade - Romance (Rosana Rios)
Três Irmãos De Sangue – Documentário
Turma Da Mônica – Uma Aventura No Tempo

40) Web Quadrinhos
Desvio – A. Moraes / Jean Okada: http://www.desvio.art.br/
Dinamite & Raio Laser – Samuel Fonseca: http://www.dinamiteraiolaser.com.br/index.php
Linha do Trem - Raphael Salimena: http://linhadotrem.blogspot.com/
Malvados – André Dahmer: http://www.malvados.com.br/
Nicolau – Lucas Lima: http://www.lucaslima.com/
The Major - Hector Lima / Irapuan Luiz / Michelle Fiorucci: http://www.themajor.org/
Toscomics – Samanta Flôor: http://www.cornflake.com.br/cornflake/toscomics

41) Site sobre Quadrinhos
Bigorna - http://www.bigorna.net/
Fanboy - http://www.fanboy.com.br/
Guia dos Quadrinhos - http://www.guiadosquadrinhos.com/
HQManiacs - http://www.hqmaniacs.com/
MundoHQ - http://hq.cosmo.com.br/
Omelete - http://www.omelete.com.br/
Universo HQ - http://www.universohq.com/

42) Blog sobre Quadrinhos
Blog do Universo HQ - http://universohq.blogspot.com/
Blog dos Quadrinhos - http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/
Gibizada - http://oglobo.globo.com/blogs/Gibizada
Mais Quadrinhos - http://maisquadrinhos.blogspot.com/
Melhores do Mundo - http://www.interney.net/blogs/melhoresdomundo
Projeto Continuum - http://projetocontinuum.blogspot.com/
Zine Brasil - http://zinebrasil.googlepages.com/

43) Blog / Flog de artista gráfico
Fabiano Gummo - http://fgummo.blogspot.com/
Grafar - http://grafar.blogspot.com/
Gustavo Duarte - http://mangabastudios.blog.uol.com.br/
Luigi Rocco - http://roccoblog.zip.net/
Rafael Coutinho - http://raffa-bingo.blogspot.com/
Rafael Grampá - http://furrywater.wordpress.com/
Solda - http://cartunistasolda.blogspot.com/

44) Site de Autor
André Caliman - http://www.andrecaliman.com/
Daniel Gisé - http://www.danielgise.com/
Jozz - http://www.jozz.com.br/
Julia Bax - http://www.juliabax.com/
José Aguiar – http://www.joseaguiar.com.br/
Leonardo Pascoal - http://www.leonardopascoal.com/
Lorde Lobo - http://www.lordelobo.com.br/

45) Articulista de Quadrinhos
Álvaro de Moya (Revista Abigraf)
André Morelli (Mundo dos Super-heróis)
Eduardo Nasi (UniversoHQ)
Gonçalo Júnior (Revista Cult, Bigorna)
Marcus Ramone (UniversoHQ)
Paulo Ramos (Blog dos Quadrinhos do UOL)
Télio Navega (O Globo/Gibizada)

46) Editora do Ano
Conrad
Desiderata
Devir
JBC
Panini
Pixel
Zarabatana

Dia 23 de julho de 2008 acontecerá no SESC Pompéia a festa de entrega do 20° Troféu HQMIX. Com apresentação de Serginho Groisman e sua banda, apoio do SESC Pompéia, o Troféu HQMIX chega à sua 20ª edição. É um histórico de sucesso de um evento que é reconhecido internacionalmente como um dos principais no mundo. A votação é feita nesse mês de maio após as indicações da Comissão de Organização capitaneada pela Associação dos Cartunistas do Brasil-ACB e do Instituto Memorial das Artes Gráficas do Brasil – IMAG. São cerca de 1.200 profissionais da área que votam nos 46 itens, escolhendo os melhores do ano que passou. A auditoria é feita pelo Dr. Edwin Ferreira Britto do Tribunal de Ética da OAB.Neste ano a presidência do Evento é da professora e escritora Sonia Bibe Luyten. Além dos criadores do prêmio, Jal e Gualberto Costa, já presidiram o evento, Orlando Pedroso e Zélio Alves Pinto.A cada ano os itens sofrem alguma modificação por conta do surgimento de novas plataformas de mercado e para isso foram formadas comissões de estudo. São 20 anos iniciados no programa TV MIX(1988) da TV Gazeta em São Paulo, apresentado por Serginho Groisman com a participação de Jal e Gual.

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sábado, 17 de maio de 2008

Fotos da Jam Session








Quem não compareceu à Jam Session, organizada pela HQ Mix Livraria para a Virada Cultural, perdeu um evento memorável.
Além de uma HQ fantástica que foi produzida entre 10h00 de sexta e 22h00 de domingo, houve também um clima de festa e camaradagem que contagiou todos os envolvidos.
Algo para se repetir no futuro.

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

HQ: Gutei e o dedo

Por Edu Mendes


Creative Commons License
Esta HQ está licenciada sob
uma Licença Creative Commons.

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Manifesto Quartomundista



Antes de tudo, quero avisar para não se preocuparem que vocês não lerão aqui nada parecido com “quadrinistas do mundo todo, uni-vos”. O título é só pra chamar a atenção. =)
A questão central é que definir exatamente o que é o Quarto Mundo é difícil inclusive para nós, tanto que se torna mais fácil definí-lo pelo o que ele não é: o Quarto Mundo não é uma editora, não é uma cooperativa, não é um selo de quadrinhos e não é uma distribuidora. Esse manifesto se propõe então a definir o mais precisamente possível qual é a idéia por trás do Quarto Mundo, tanto para o público leitor quanto para os quadrinistas que integram o coletivo, ou que virão a integrá-lo.
Pois bem, o Quarto Mundo é uma tentativa, um tanto quanto megalomaníaca, de viabilizar o surgimento de um mercado de quadrinhos nacional forte, estável, e acima de tudo, contínuo. Como a produção de quadrinhos brasileira hoje em dia é essencialmente feita de forma independente, nada mais óbvio então do que juntar forças entre esses diversos produtores independentes pra viabilizar a criação desse mercado.
Em qualquer mercado de quadrinhos no mundo (e não só o de quadrinhos, mas qualquer mercado cultural) existe uma sinergia entre o chamado mercado alternativo-underground e o mercado principal-mainstream. Um se alimenta do outro da seguinte maneira. No mercado alternativo é onde em geral acontece as experimentações, e por conseguinte, as evoluções da técnica e da linguagem artística. O mercado mainstrem por sua vez populariza essas inovações artísticas, renovando o mercado como um todo, elevando ele para um outro nível de qualidade até se estabilizar e se acomodar, provocando desta maneira uma nova série de experimentações no mercado alternativo. Assim sendo, o mercado alternativo de hoje tende a se transformar no mercado mainstream de amanhã que por sua vez forçará a criação de um novo mercado alternativo. Esse ciclo é extremamente benéfico e vitalizante para o mercado como um todo, pois é justamente o que o mantém sempre forte e contínuo.
No Brasil, no entanto, temos um caso suigeneris. Não podemos dizer que temos de fato um mercado de quadrinhos nacional pois justamente não temos esse ciclo de desenvolvimento entre o mercado alternativo e o mainstream. O resultado disso é que os poucos títulos mainstream publicados que obtiveram sucesso não prosseguiram em suas ações pois não existia um mercado alternativo forte que pudesse alimentá-los, seja com inovações técnicas e artísticas, ou principalmente, com novos quadrinistas que dariam prosseguimento a esse trabalho. Assim, o ciclo é quebrado, e sempre que uma nova investida é dada por alguém no mercado mainstream, a roda precisa ser inventada de novo, pois se perdeu o que se havia feito.
A conclusão a que podemos chegar com o que foi exposto até agora é que antes de pensar num mercado de quadrinhos nacional mainstream que seja forte e estável, é preciso construir um mercado alternativo que servirá como base de sustentação a esse mercado mainstream. E é aqui que entra o Quarto Mundo, pois como já foi dito, a nossa produção atual de quadrinhos é essencialmente independente, então o nosso coletivo se propõe a dar base de sustentação a essa produção para que futuramente algumas dessas revistas em quadrinhos (e os quadrinistas que as editam) possam, por suas vez, servir de base de sustentação para um possível mercado mainstream.
Para cumprir esse objetivo, o quarto mundo está apoiado em três pilares teóricos e práticos.
O primeiro deles refere-se ao próprio funcionamento do mercado cultural hoje em dia, que está apoiado na teoria econômica da Cauda Longa. O termo Cauda Longa foi criado em 2004 por , editor-chefe da revista Wired, e se popularizou através de um livro que ele escreveu intitulado The Long Tail. Em seu livro, Anderson analisa as alterações no mercado econômico, sobretudo na indústria cultural, em que ocorre um fenômeno de migração da cultura de massa para a cultura de nichos devido a convergência digital e da Internet, o que implica em um novo padrão de comportamento por parte dos consumidores.
O primeiro ramo da indústria cultural a sentir o impacto da Cauda Longa foi o da música, mas ela já está afetando em maior ou menor grau outros segmentos, como os quadrinhos. Dentro do escopo dessa nova economia, fenômenos de venda como os do Jim Lee ou a (para citarmos um exemplo nacional) dificilmente voltarão a acontecer. Cada vez mais deixaremos de ter esses grandes “hits” de vendas assim como teremos uma queda nas tiragens, ao mesmo tempo em que haverá um crescimento no número de títulos. Dentro da Cauda Longa, o custo de manutenção de um produto muito procurado é igual ao custo de manutenção de um produto procurado apenas por um número mínimo de consumidores, então nichos que antes eram ignorados pelas editoras passam agora a ter grande valor econômico.
Então o que mais interessa para o Quarto Mundo na Cauda Longa é que em um mercado de nicho, como é o caso dos quadrinhos independentes, o que importa não é a quantidade, mas a variedade. Ou seja, mais vale termos 100 revistas com tiragem de mil exemplares do que uma única revista com tiragem de 100 mil. O lucro que você obtém vendendo um exemplar de cada uma dessas 100 revistas é o mesmo que você teria vendendo 100 exemplares de uma única revista, mas as chances de você vender um exemplar de cada uma são maiores do que você vender 100 de uma, principalmente porque você pode vender diferentes revistas para uma única pessoa, mas não pode vender a mesma revista várias vezes para essa mesma pessoa (a não ser que ela tenha um sério problema de memória). Sem contar que com uma ampla variedade de títulos, as chances de o leitor se interessar por pelo menos um deles são bem maiores. Enfim, como as tiragens de nossas revistas são pequenas não há como ganharmos na economia de escala, mas através do coletivo e aplicando o modelo da Cauda Longa podemos potencializar os nossos ganhos com a economia de escopo.
E aí que está a importância das trocas de revistas promovidas pelos integrantes do Quarto Mundo entre si. Não apenas pelo fato de essas trocas viabilizarem a distribuição de nossas revistas por diversas regiões do país, mas também porque você terá um opção maior de títulos para oferecer aos leitores de sua própria região. É como se cada quadrinistas fosse uma editora com um amplo e variado catálogo de títulos. Como as trocas são feitas por valores iguais, o dinheiro que você vendeu da revista de outro quadrinista ficam para você. Assim, ganha você, que obtém um lucro maior pra reinvestir em sua própria revista. Ganha o quadrinista que teve a revista vendida por você, que ganhará um novo leitor de seu título e que eventualmente poderá difundir sua revista para outros possíveis leitores. E ganha o leitor, que descobriu uma opção a mais de leitura fora do universo das livrarias e bancas de jornais.
O segundo pilar no qual o quarto mundo está assentado é o que se convencionou chamar de . foi um autor de ficção científica que em resposta a um crítico literário que falou que a maioria das coisas que eram produzidas de sci-fi eram medíocres, disse que ele estava certo, 90% da produção em sci-fi é de fato medíocre, mas isso porque 90% do que é produzido em toda literatura também é.
Essa lei dos 90% de produção medíocre para os 10% de produção genial, apesar de se tratar de um pensamento hiperbólico, pode ser aplicada a qualquer mercado cultural, o que inclui os quadrinhos. Em geral, o que chega ao Brasil é apenas a nata da produção mundial, então não percebemos a quantidade de títulos medíocres que todo e qualquer mercado de quadrinhos possuí, seja o o norte-americano, o europeu, o japonês, etc. E não seria diferente com um possível mercado de quadrinhos brasileiro.
O problema é que o leitor brasileiro também só percebe a nata da produção mundial, e quando olha para as tentativas de produções brasileiras querem que essas produções já tenham logo de cara a genialidade que encontram nessas produções mundiais. Mas essas produções só chegaram a essa genialidade porque foram forçadas a superar os 90% de seu próprio mercado. É quase que um darwinismo aplicado aos quadrinhos.
Sendo assim, para termos uma boa quantidade de títulos brasileiros nos 10%, será preciso antes que tenhamos uma quantidade maior ainda de títulos nos 90%. Por isso que quanto mais quadrinistas se aventurarem a publicar de forma independente, melhor. Quanto mais gente publicando tivermos, mais acirrado será a “competição” entre eles, forçando o nível de qualidade de todo mundo a aumentar se quiser não ser deixado pra trás. Não devemos ser ingênuos, muitas das revistas publicadas atualmente não conseguirão sobreviver (o que não impede seus editores de tentarem de novo, com outras propostas e abordagem), mas as que sobreviverem, terão um nível de qualidade tão alto, que serão capazes de disputar frente à frente com os títulos gringos, quiçá, no próprio mercado deles.
Mas para que isso aconteça é preciso antes de tudo que a revista encontre seu leitor. Muitas revistas em quadrinhos morrem prematuramente não porque são tecnicamente ou artisticamente ruins, mas porque não conseguem chegar ao mínimo de leitores que poderiam atingir para sobreviverem. Uma das atuações do Quarto Mundo é justamente em não deixar que uma revista em quadrinhos independente morra por “infanticídio”. É preciso fazer como que ela encontre o seu público mínimo para poder ter tempo de crescer, amadurecer e assim se tornar competitiva se quiser futuramente atingir o seu potencial máximo de leitores.
De nada adianta, pro exemplo, tentar vender uma revista em quadrinhos de humor junkie para um público de super-heróis, assim como será inútil tentar vender uma revista de super-heróis para um público que curte humor junkie. Uma revista em quadrinhos só ganhará maturidade se tiver o feedback de seu próprio público leitor. A atuação do Quarto Mundo se dá então em ajudar a encontrar os modos e os canais de venda corretos para cada tipo de revista, onde ela possa encontrar o seu devido público leitor. Assim sendo, se uma revista conseguir chegar aos seus leitores corretos, e mesmo assim não tiver uma boa aceitação, saberemos de fato que é porque tal revista não possuí qualidades técnicas e artísticas suficientes para sobreviver dentro de sua própria proposta editorial, e não porque foi morta prematuramente sem sequer atingir seus potenciais leitores.
Por fim, o terceiro e último pilar do Quarto Mundo refere-se a própria organização do coletivo com base em um modelo em que não existem hierarquias e nem mesmo um comando central, estimulando deste modo uma colaboração livre e aberta entre seus integrantes. Esse modelo de organização baseado na colaboração mútua é chamada na nova economia de , ou simplesmente peering. As primeiras aplicações de peering se deram no campo da tecnologia, em especial, na de softwares de código-aberto, como é o caso do sistema operacional , mas hoje em dia esse tipo de organização já se espalhou para outros setores da economia. E a tendência é que cada vez mais se abandone as organizações hierárquicas e se passe a adotar uma organização horizontal.
Então dentro desse modelo de organização, cada quadrinistas no Quarto Mundo é como se fosse uma célula de um organismo maior, que é o próprio coletivo. Como uma célula, cada um sabe a sua função para manter esse organismo vivo. Algumas células podem ter maiores atribuições do que outras, mas não há relação de superioridade ou inferioridade entre elas.
Uma organização desse tipo só funciona quando há uma forte relação de confiança entre seus membros. Todo quadrinistas que está no Quarto Mundo, o está porque foi convidado por alguém que confia nele. O Quarto Mundo só funciona por causa dessa rede de confiança, que não pode ser quebrada de forma alguma, senão toda a organização poderá ruir.
A metáfora da falange é talvez o melhor modo pra explicar a dinâmica do Quarto Mundo. Na falange, o escudo de um soldado não é utilizado para proteger a si mesmo, mas sim para proteger ao homem que está lutando ao seu lado, que por sua vez usará o seu escudo pra proteger o próximo, e assim por diante. Você só é capaz de proteger o homem ao seu lado, porque tem plena confiança de que um outro homem também o está protegendo. Essa confiança nunca pode ser quebrada se a falange quiser manter-se de pé e lutando. E assim deve ser também no Quarto Mundo.
Então para concluir, é com base nesses três pilares apresentados que o Quarto Mundo se propõe a ajudar os quadrinistas independentes a publicarem, distribuírem, divulgarem e venderem as suas revistas. Para assim quem sabe um dia possamos ter de fato um mercado de quadrinhos nacional grande e forte, e não apenas uma “quitanda”. Se vamos conseguir atingir esse objetivo, não sabemos. Mas ninguém poderá dizer que ficamos de braços cruzados e nem ao menos tentamos.

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domingo, 14 de outubro de 2007

4º Mundo

Não basta pra um quadrinhista ser eficiente no papel. Diversos gênios ficaram relegados a um segundo plano e migraram para outras áreas pensando na sobrevivência diária por não conseguirem se destacar e sobreviver com sua arte.
Entretanto, quanta coisa importante já surgiu quando artistas de qualidade, mas ainda desconhecidos, persistiram e muitas vezes se uniram pra construir algo.
A história dos quadrinhos brasileiros é cheia nomes que vingaram não apenas pela sua genialidade, mas principalmente pela determinação e persistência. Ninguém saberia de gente como Luis Gê, Marcatti, Muttarelli, Bá e Moon se esses caras não tivessem persistido e, em muitos pontos das suas carreiras, não tivessem se unido a outros artistas buscando um espaço no meio.

Por que é que eu estou falando disso tudo?
Pode-se dizer que os quadrinhos brasileiros chegaram em um momento único, pois o mês de outubro tem sido bem importante para os artistas independentes. Depois de estrear no evento HQ na BA, o coletivo que assumiu o nome de 4º Mundo, preparou para o Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte (FIQ), sua primeira incursão ambiciosa pra realmente chamar a atenção, reunir artistas do brasil todo e esquematizar a distribuição de revistas pelo país.
É aquela velha história de que a união faz a força. Ao invés de ficar trocando histórias tristes, os quadrinhistas independentes resolveram se unir pra forçar a abertura de um espaço no “mercado” ( notem as aspas) de HQs brasileiro.
Qualquer um que já tentou publicar um fanzine ou revista por conta própria sabe que fazer boas histórias é apenas a primeira dificuldade que se enfrenta. O bicho de sete cabeças está mais a frente e tem nomes como “distribuição” e "divulgação". Está certo que a internet facilita e muito o contato entre artistas e leitores, mas o legal mesmo é quando a revista já está próxima do leitor.
Essa união que já havia começado de maneira informal não só tem levado publicações independentes pro Brasil inteiro, mas também tem atraído a atenção de todos em eventos e notícias em jornais, internet e Tv.
Cada artista, a sua maneira, tem a ajudado como pode, fazendo contatos, vendendo revistas e usando a sua cara-de-pau das mais diversas maneiras pra mostrar pra quem lê quadrinhos que existem alternativas de qualidade ao que hoje se encontra nas bancas.
Quem der um pesquisada pelos títulos que estamos distribuindo vai ver que tem de tudo: de trabalhos com um enfoque mais comercial até publicações extremamente autorais
Entre as conquistas que já podemos comemorar, pode-se destacar a nossa banca independente que já frequentou os mais diversos eventos (e ainda chegará em eventos que pouca gente imagina), o conjunto de oficinas que temos ministrado em bibliotecas públicas ao longo de 2006 e 2007 e o espaço que temos conquistado entre veículos jornalísticos como Pop Balões, Universo HQ, Blog dos Quadrinhos, Gibizada, Metro, TV Cultura, Jornal da USP e outros.
Quem estiver em Belo Horizonte nos próximos dias e quiser conferir nossos trabalhos é só procurar no FIQ pelo logo do 4º Mundo e encontrará o estande do grupo.
Já pra quem estiver em São Paulo, pode aproveitar na sexta de manhã pra conferir uma aula que darei a convite do Prof. Waldomiro Vergueiro na ECA-USP, falando de Hqs Independentes pra turma de “Diagramação de Histórias em Quadrinhos”.

Confira o Blog do 4º Mundo a comunidade no Orkut e a reportagem que o jornalista Paulo Ramos fez a respeito do assunto para o Metrópolis da Tv Cultura.

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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Nobu Chinen fala sobre HQ Underground na Faiter

Na próxima quinta-feira, nosso caro Nobu Chinen falará sobre "Sexo nas Histórias em Quadrinhos. O Universo Rebelde do Quadrinho Underground", na Semana de Palestras de Comunicação e Design. Não percam!
Se alguém estiver procurando por um dos números da Garagem Hermética, é só falar com o Nobu ou qualquer outro "sócio" que esteja por lá.


Palestra
Sexo nas Histórias em Quadrinhos. O Universo Rebelde do Quadrinho Underground
11/10 - 20h
Faiter
Sala de redação da Rádio Oswaldo Cruz
Rua Conselheiro Brotero, Nº 475
Barra Funda - São Paulo
Estação Marechal Deodoro do Metrô.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Entrevista com Roberta Bronzatto

O site Bigorna publicou uma entrevista com nossa bela e talentosa editora Roberta Bronzatto. Não deixem de conferir aqui.

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quarta-feira, 19 de setembro de 2007

HQ na BA

HQ na BA
6 de outubro, a partir das 9h00
Organização: Studio Vermis
Local: Rua José Antônio Coelho, 873 - Vila Mariana ( Estações do Metrô Paraíso e Ana Rosa)

WORKSHOPS

9h - Mangá e Caricaturas Nigao-Ê - com Area E
9h – Charges e Caricaturas - com Bira Dantas
9h – Pintura Digital com Tablet - Cabritech, revendedora oficial Wacom
11h – História em Quadrinhos e Literatura
12h – Como criar um personagem 3D Cadritech
13h – Narrativa - Com Marcelo Campos (Quanta)
14h - Roteiro - Com Daniel Esteves
15h – Quanta Academia de Artes – Da didática à prática - Com Marcelo Campos e Ronaldo Barata
16h - Como divulgar seu trabalho - Com Zé Oliboni (popbaloes.com)
17h – Desenhistas Brasileiros nos EUA - Com Marcelo Campos (Liga da Justiça, Superman), Ivan Reis (Superman, Homem-de-Ferro), Greg Tocchini (Thor, Lanterna Verde), Renato Guedes (Smallville, 24 Horas, Superman)
18h – Pintura na madeira com a Quanta
19h – Produção Gráfica de HQ - Com Élcio Sartori

DEBATES
10h - HQ e Internet - mediador Eloyr Pacheco, do site www.bigorna.net.
20h – Produção Independente - Mediador: Paulo Ramos, do blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br - Convidados: Revista Cão, Subterrâneo, Cambada, Sócios Ltda e Isto não é uma Revista.

FEIRA DE QUADRINHOS NACIONAIS
A Feira de Quadrinhos funcionará durante todo o evento, contando com a participação das editoras Conrad, JBC, Devir e Desiderata, além dos independentes: Vermis, Sócios Ltda., Projeto Contínuo, Bodega, Vinuy Royale, Subterrâneo, Loser grafhics, fanzines.

MARATONA DE QUADRINHOS
Das 9h às 21h, em doze horas os participantes irão criar uma HQ de 12 páginas (1 por hora).

EXPOSIÇÃO DE QUADRINHOS
Na galeria do Belas Artes serão expostos trabalhos de quadrinhos e ilustração, como 8 originais do Roger Cruz, 8 do Greg Tocchini e mais 8 do Renato Guedes, entre outros.

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sábado, 1 de setembro de 2007

Cadu Simões no HQ & Cia

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quinta-feira, 30 de agosto de 2007

FanZines nas Zonas

O projeto FanZines nas Zonas de Sampa vai ter mais uma etapa em setembro nas bibliotecas municipais de São Paulo.
Serão realizadas sete oficinas livres de HQ de um dia, onde cada aluno deverá produzir uma história curta com tema a ser definido na hora.
Os professores que irão coordenar as atividades serão os mesmos das oficinas do primeiro semestre: Sam Hart, Alexandre Nagado, Weberson Santiago, Edu Mendes, Fábio Santos e Ezê.
O encontro de setembro, além de estar aberto a novos participantes, também servirá para reunir os alunos das oficinas de Histórias em Quadrinhos realizadas no primeiro semestre de 2007, significando
justamente o resgate dos trabalhos executados e encaminhamento de propostas para a segunda fase. Além de levar informações atualizadas sobre a modalidade nas unidades, este espaço também possibilitará
discussão sobre a dinâmica que os grupos formados no primeiro semestre estão trabalhando nos seus fanzines, e promover um momento para criação de hqs como passo final do processo deste ano, culminando no fanzine compartilhado entre as zonas.


Mais informações nas próprias bibliotecas:

Biblioteca José Paulo Paes
Coordenação: Alexandre Nagado
3 de setembro (segunda-feira), das 13h30 às 16h30
Endereço: Largo do Rosário, 20 (próximo ao Shopping Center Penha)
Tel: 11 2295-0401 e 2295-9624

Biblioteca Sylvia Orthof
Coordenação: Edu Mendes
4 de setembro (terça-feira) 13h30 às 16h30
Endereço: Av. Tucuruvi, 808, Tucuruvi
Tel.: 11 6981-6264

Biblioteca Érico Veríssimo
Coordenação: Ezê
4 de setembro (terça-feira), das 13h30 às 16h30
Endereço: Rua Diógenes Dourado, 101 - Parada de Taipas
Tel.: 11 3972-0450

Biblioteca Álvares de Azevedo
Coordenação: Edu Mendes
5 de setembro (quarta-feira) 14h00 às 17h00
Endereço: Praça Joaquim José da Nova, s/n, Vila Maria
Tel.: 11 6954-2813 e 11 6954-3118

Biblioteca Paulo Setúbal
Coordenação: Sam Hart
6 de setembro (quinta- feira), das 9h00 às 12h00
Endereço: Rua Renata 163, Vila Formosa
Tel: 11 6211-1508 e 11 6211-1507

Biblioteca Rubens Borba de Moraes
Coordenação: Weberson Santiago
14 de setembro (sexta-feira) , das 9h00 às 12h00
Endereço: Rua Sampei Sato, 440, Ermelino Matarazzo
Tel.: 11 6943-5255

Biblioteca Vicente Paulo Guimarães
Coordenação: Fabio Santos
15 de setembro (sábado), das 13h00 às 16h00
Endereço: Rua Jaguar, 225, Vila Curuçá
Tel.: 11 6135-5322 e 11 6134-0646

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sábado, 18 de agosto de 2007

Garage Rock


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sábado, 11 de agosto de 2007

História Descartável

O problema de toda história é ser contada depois do fato. [...]. Outro problema é o narrador. O quem, quê, onde, quando, e porquê do repórter. A parcialidade da mídia. Como o mensageiro formata os fatos. Aquilo que os jornalistas chamam de Guardião do Portão. A apresentação é tudo.” – Chuck Palahniuk


Em muitas tardes ensolaradas já me encontrei observando um saco plástico voar longe como se fosse um belo e destemido pássaro; em noites escuras e frias as sacolas me seguem por ruas tomadas pela ventania; em outros momentos, lá estão os seres sintéticos que em algum momento de suas existências fizeram parte da vida de algum ser humano, porém agora, apenas dançam no ritmo silencioso e secreto dos redemoinhos de becos sujos e fedorentos tentando ser mais do que sua efemeridade renovável permite, contudo, sempre falhando, sempre a mercê de onde o vento os leva... Como nós. Sempre sendo usados e descartados... Como nós.

Percebi então que as sacolas são personagens de nossa vida – ou de suas próprias e o quanto temos em comum. O quanto as usamos e depois as esquecemos. Elas carregam nossos objetos de desejo - consumado - das lojas até nossas casas e então... adeus. Um ser tão necessário para nosso sistema de vida e ao mesmo tempo tão dispensável. Era assim que me sentia nesse último outono por diversos motivos. Essa coisa de se sentir mal consigo por não saber o que as pessoas sentem por você, fazendo bem-me-quer, mal-me-quer, sem saber se está sendo usado. Ou se é um inútil. Mmm... Você já se sentiu assim? OK, então já temos mais alguém pra formar uma banda emo.

Bem, pra mim é isso que faço numa história, tento mostrar alguma coisinha de como me sinto, do contrário, acaba saindo algo falso e pretensioso. E tenho uma predileção por personagens incomuns. Pensar como vivem, têm sentimentos, se gostam, se apaixonam, se machucam, se matam, se recriam. Tá, pode ser como nas aulas de ciências da 5ª série: nascem, crescem, reproduzem e morrem, ou algo assim.

Eu queria uma história comum. Banal. De qualquer novelinha, ou Sabrina da vida. Pois até uma história que não é grande coisa pode ser interessante. Como Nelson Rodrigues fazia, por exemplo (Ó a pretensão!). Mas não queria quadrinizar uma peça dele, só usufruir a base de A vida como ela é: uma mulher que foge do marido para transar com o amante, então o marido pega os dois juntos, briga com o amante que morre em seguida, para então a mulher voltar para seu marido e cuidar do novo filho (de quem?).

Storyline bagaceira definido, vem toda a treta visual.

Sempre fui um viciado em hachura e rabiscos, então nessa daqui me desafiei a não fazê-los. Tive que me segurar em alguns momentos.

Uma coisa que sempre adorei na Turma da Mônica é aquele tipo de história silenciosa em que os personagens não falam – ou se falam, é por meio de desenhos, sinais ou símbolos.

(Engraçado, detonam a Mônica, só que eu vejo mais experimentação em linguagem de quadrinhos lá do que em muita tranqueira por aí... Chega de falar do gosto pessoal. Já estou me sentindo um colunista frustrado)

Isso foi, embora complicado, outro desafio prazeroso, não dar a papinha mastigada pro leitor e obrigá-lo a preencher as lacunas sonoras por ele mesmo, nada de balão ou onomatopéias. Só que assim você perde um item valioso e viciante, contudo tem suas vantagens. A leitura visual é universal (se é que isso existe). Não precisa de tradução. Aqui, no Congo, Japão, EUA, Itália vai ser a mesma coisa. Bom ou ruim em quaisquer lugares. Também percebi que seria desastroso colocar sacolas falantes. Queria evidenciar a subvida silenciosa das sacolas que acontecem aos nossos pés, não transformá-las em um conto maravilhosamente bizarro de Jan Svankmajer. Nem conseguiria. Tentei valorizar outras formas de comunicação.

Para dar-lhes os sexos, por exemplo, fui rasteiro: mulher/flor, marido/saco preto, amante/sapato e filhinho/tênis. Outra forma de comunicação que me ajudou bastante foi o ambiente, ou cenografia se preferir um termo mais cinematográfico (tsc, tsc, tsc), e que é um recurso muitas vezes esquecido. E potencializa em x qualquer alegoria.

Algo que quis plagiar desgraçadamente foi uma página (típica dos quadrinhos Bonelli) de uma história do Nathan Never, 11° Mandamento, em que Nicola Mari picotava uma cena de sexo gratuito (e silencioso) em pequenos quadros gráficos gostosos de se ver e rever. Enchendo de preto cada quadrinho para gravar o movimento dos corpos em branco.


Ah! Preste atenção no primeiro quadro dessa, como diria um amigo, “cena de sexo sacal”... Ela foi censurada! Veja o original e a versão impressa. Rá rá, ficou um traço branco. Provavelmente foi algo na gráfica. Ou minha editora Roberta é tão limpinha que quis vetar essa cena ardente da história.

O da esquerda é o original e o da direita, o impresso









Depois, o tempo fecha. Começa a chover e o marido chega e briga com o amante, um carro vem se aproximando e a chuva vai aumentando.

Merda, minha grande frustração como comunicador é essa parte. “O que aconteceu aqui?”, pergunta um amigo. Ele não é burro. Eu deveria ter tornado essa parte mais dinâmica, eu não sei. Todavia gosto daquela imagem da mulher na chuva, molhada, e chorando - como uma sacola pode.

Talvez tenha sido um corte narrativo muito rápido. O amante morre e depois vemos outra mudança de ambiente, onde aparecem, como pássaros, o casal que agora tem um bebezinho que...


Ah, aliás, fiquei com muita dúvida de como encerrar essa história. Até mesmo por ter pensado em dar continuidade. Fiquei com a seguinte dúvida: ponho o símbolo de não retornável ou o de reciclável? Termina aqui ou continuo algum dia essa história? Acabei optando por encerrar mesmo.


O que mais gostei e achei interessante em termos técnicos nessa HQ foi a falta de texto mesmo. É muito complicado. Muito. Aliás, digo isso também como leitor, porque tenho o cérebro um pouco atrofiado, geralmente leio o texto e já passo pro próximo balão sem reparar no resto.

Acho que aqui se encaixa aquela frase do Palahniuk. Sem a escrita ou termos superficiais que formatam e apresentam uma personagem e situação do tipo o “Lobo mau”, “a linda menininha andava...”, “uma doce melodia soa” (Nunca entendi essa definição sonora, não consigo imaginar o flautista de Hamelin tocando Ramones, que pra mim é doce) e outras falcatruas de escritor que tiram a graça da composição da imagem. Claro, as imagens também podem ser manipuladas, mas, sem o texto é mais difícil. Putz, eu não sonhava a complexidade da coisa. Olha, Clap clap clap pros mímicos.

Bem, terminando minha participação aqui, espero que goste de ler essa pequena história da Garagem Hermética número 3, porém, se não tiver gostado, não tem problema. Faça com ela o mesmo que faz com as sacolas plásticas.

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