domingo, 14 de outubro de 2007

4º Mundo

Não basta pra um quadrinhista ser eficiente no papel. Diversos gênios ficaram relegados a um segundo plano e migraram para outras áreas pensando na sobrevivência diária por não conseguirem se destacar e sobreviver com sua arte.
Entretanto, quanta coisa importante já surgiu quando artistas de qualidade, mas ainda desconhecidos, persistiram e muitas vezes se uniram pra construir algo.
A história dos quadrinhos brasileiros é cheia nomes que vingaram não apenas pela sua genialidade, mas principalmente pela determinação e persistência. Ninguém saberia de gente como Luis Gê, Marcatti, Muttarelli, Bá e Moon se esses caras não tivessem persistido e, em muitos pontos das suas carreiras, não tivessem se unido a outros artistas buscando um espaço no meio.

Por que é que eu estou falando disso tudo?
Pode-se dizer que os quadrinhos brasileiros chegaram em um momento único, pois o mês de outubro tem sido bem importante para os artistas independentes. Depois de estrear no evento HQ na BA, o coletivo que assumiu o nome de 4º Mundo, preparou para o Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte (FIQ), sua primeira incursão ambiciosa pra realmente chamar a atenção, reunir artistas do brasil todo e esquematizar a distribuição de revistas pelo país.
É aquela velha história de que a união faz a força. Ao invés de ficar trocando histórias tristes, os quadrinhistas independentes resolveram se unir pra forçar a abertura de um espaço no “mercado” ( notem as aspas) de HQs brasileiro.
Qualquer um que já tentou publicar um fanzine ou revista por conta própria sabe que fazer boas histórias é apenas a primeira dificuldade que se enfrenta. O bicho de sete cabeças está mais a frente e tem nomes como “distribuição” e "divulgação". Está certo que a internet facilita e muito o contato entre artistas e leitores, mas o legal mesmo é quando a revista já está próxima do leitor.
Essa união que já havia começado de maneira informal não só tem levado publicações independentes pro Brasil inteiro, mas também tem atraído a atenção de todos em eventos e notícias em jornais, internet e Tv.
Cada artista, a sua maneira, tem a ajudado como pode, fazendo contatos, vendendo revistas e usando a sua cara-de-pau das mais diversas maneiras pra mostrar pra quem lê quadrinhos que existem alternativas de qualidade ao que hoje se encontra nas bancas.
Quem der um pesquisada pelos títulos que estamos distribuindo vai ver que tem de tudo: de trabalhos com um enfoque mais comercial até publicações extremamente autorais
Entre as conquistas que já podemos comemorar, pode-se destacar a nossa banca independente que já frequentou os mais diversos eventos (e ainda chegará em eventos que pouca gente imagina), o conjunto de oficinas que temos ministrado em bibliotecas públicas ao longo de 2006 e 2007 e o espaço que temos conquistado entre veículos jornalísticos como Pop Balões, Universo HQ, Blog dos Quadrinhos, Gibizada, Metro, TV Cultura, Jornal da USP e outros.
Quem estiver em Belo Horizonte nos próximos dias e quiser conferir nossos trabalhos é só procurar no FIQ pelo logo do 4º Mundo e encontrará o estande do grupo.
Já pra quem estiver em São Paulo, pode aproveitar na sexta de manhã pra conferir uma aula que darei a convite do Prof. Waldomiro Vergueiro na ECA-USP, falando de Hqs Independentes pra turma de “Diagramação de Histórias em Quadrinhos”.

Confira o Blog do 4º Mundo a comunidade no Orkut e a reportagem que o jornalista Paulo Ramos fez a respeito do assunto para o Metrópolis da Tv Cultura.

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